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Colágeno marinho extraído de esponjas: avaliação da genotoxicidade e biocompatibilidade para utilização na engenharia de tecido ósseo

Processo: 19/20860-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Ana Claudia Muniz Renno
Beneficiário:Beatriz Soares Silva
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/03759-1 - Colágeno marinho extraído de esponjas: avaliação da genotoxicidade e biocompatibilidade para utilização na engenharia de tecido ósseo, AP.R
Assunto(s):Biotecnologia   Engenharia tecidual   Biomateriais   Osso e ossos   Colágeno   Teste de biocompatibilidade   Técnicas in vitro

Resumo

Os biomateriais a base de colágeno vem sendo cada vez mais utilizados em diversas áreas da saúde como ortopedia, dermatologia e odontologia. Atualmente, estes são empregados para os mais diversos fins como veículo para a liberação de fármacos, enxertos cutâneos e ósseos, membranas isolantes, entre outros. No entanto, a grande maioria desses biomateriais são produzidos a partir de colágeno extraído de tecido ósseo bovino, o que acarreta alguns problemas como riscos de rejeição e a possibilidade de transmissão de vírus e infecções bacterianas. Ainda, os custos relacionados ao monitoramento das espécimes e a extração e processamento da matéria prima são elevados, o que resulta em um preço final alto do produto, tornando-o inacessível a maior parte da população brasileira. Assim, é constante a busca por fontes alternativas de matéria prima que possam fornecer bioativos para a manufatura de biomateriais que sejam mais seguros, mais biologicamente eficazes e com custo mais acessível. Com isso, o objetivo deste estudo é caracterizar, avaliar a biocompatibilidade e os efeitos biológicos do colágeno marinho proveniente da esponja Aplysina caissara. Para este fim, as amostras serão caracterizadas por microscópio eletrônico de varredura (MEV) e espectroscopia de infravermelho por transformada de fourier (FTIR). Para os testes in vitro, a citotoxicidade e genotoxicidade dos compósitos serão avaliados através de testes in vitro utilizando células da linhagem MC3T3 e L929. Para os testes in vivo, serão utilizados ratos machos Wistar submetidos ao procedimento cirúrgico para realização do defeito ósseo na calota craniana. Cabe ressaltar que os defeitos serão preenchidos com colágeno. Cada grupo experimental será dividido em 2 subgrupos - controle e colágeno, nos períodos experimentais de 3, 7, 15 e 45 dias pós-cirurgia. Serão realizadas as análises de histopatologia, histomosfometria e imunohistoquímica. Espera-se que este projeto auxilie no desenvolvimento de novas tecnologias com utilização de biomateriais nacionais cada vez mais eficazes e seguros, resultando assim em novas abordagens para o tratamento de fraturas ósseas.