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Avaliação dos potenciais protetivos humoral e celular de vacinas contra diferentes linhagens do SARS-CoV-2

Processo: 19/13552-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alessandro dos Santos Farias
Beneficiário:Natália Brunetti Silva
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Autoimunidade   Encefalomielite autoimune experimental   Colecalciferol   Mucosa intestinal   Microbioma gastrointestinal

Resumo

O Coronavírus causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 (SARS-CoV-2) foi descoberto em dezembro de 2019, em Wuhan, na China e rapidamente se espalhou pelo globo devido a sua capacidade de transmissão antes da manifestação de sintomas, causando a pandemia conhecida como Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19). Até 07 de outubro de 2021, o vírus foi capaz de infectar cerca de 236 milhões de indivíduos e causar a morte de 4,8 milhões, sendo o Brasil o terceiro país com maior número de casos e o segundo com maior número de mortes. Sabe-se que o SARS-CoV-2 infecta principalmente o trato respiratório. No entanto, pouco se sabe sobre a resposta imunológica a esse patógeno e quais fatores influenciam na gravidade e evolução da doença. A inexistência comprovada de medicamentos profiláticos e de erradicação direta do novo Coronavírus e a necessidade de contenção da COVID-19 tornaram necessária a criação de vacinas eficazes. A concentração de recursos financeiros globais, bem como o avanço tecnológico e científico da área nas últimas décadas possibilitou que os tempos de desenvolvimento e testagem das vacinas contra o SARS-CoV-2 fossem encurtados de cerca de 10 anos para apenas alguns meses, sendo 318 vacinas desenvolvidas até o momento. Estudos anteriores visando o combate às epidemias zoonóticas, como as causadas pelos Coronavírus SARS-CoV e MERS-CoV, possibilitaram a identificação do alvo antigênico, a proteína viral de superfície Spike, especificamente seu domínio de ligação ao receptor (RBD). Trata-se de uma região altamente variável e que pode sofrer mutações devido à pressão seletiva mediada pelos anticorpos, podendo podem afetar a infectividade, a carga viral e a transmissibilidade do vírus. O surgimento de variantes do SARS-CoV-2 com mutações no domínio RBD é uma preocupação para a comunidade científica em relação ao controle da pandemia, uma vez que pode vir a comprometer a resposta imune humoral, via neutralização de anticorpos e o sucesso dos programas de vacinação pelo mundo. Apesar de terem se mostrado eficazes no combate à COVID-19 e diminuírem o número de casos graves, pouco se sabe sobre o potencial protetivo humoral e celular dessas vacinas aplicadas em relação ao vírus e suas linhagens variantes. Em um estudo publicado em uma revista de seletiva política editorial, nosso grupo de pesquisa em colaboração com demais pesquisadores, observou que a linhagem P.1 do novo Coronavírus é capaz de escapar da neutralização de anticorpos de pacientes convalescentes e de indivíduos imunizados previamente com a CoronaVac e que essa capacidade de neutralização é seis vezes menor quando comparada a linhagem original do SARS-CoV-2. Acredita-se que as respostas celulares mediadas por linfócitos T CD4+ e CD8+ desempenham um papel importante na modulação da gravidade da doença. Desse modo, é essencial que a resposta imune antígeno-específica não seja comprometida pelas mutações originadas nas linhagens variantes de SARS-CoV-2, garantindo a eficácia dos programas de imunização. Diante do exposto, é nosso objetivo avaliar o potencial de neutralização dos anticorpos gerados pelas vacinas contra as diferentes linhagens de SARS-CoV-2 circulantes no Brasil e demais aspectos da resposta imune humoral. Assim como, a geração de células de memória e a reatividade dos linfócitos T antígenos-específicos. (AU)

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