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Em que situações os benefícios da restauração para a produtividade do café excedem seus custos

Processo: 19/21802-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 20 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 29 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Jean Paul Walter Metzger
Beneficiário:Francisco d'Albertas Gomes de Carvalho
Supervisor no Exterior: Andrew Balmford
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Cambridge, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:18/22881-2 - Caminhos para a intensificação ecológica através da restauração e da certificação agrícola, BP.DR
Assunto(s):Restauração   Ecologia da paisagem   Política ambiental

Resumo

A expansão e intensificação agrícolas promovidos pela revolução verde permitiram que a produtividade da agricultura dobrasse. No entanto, projeções apontam que a agricultura convencional será responsável por até 70% da perda futura de biodiversidade global. Nesse contexto, a intensificação ecológica da agricultura, baseada no favorecimento de organismos provedores de serviços ecossistêmicos essenciais para os cultivos, como polinização e controle natural de pragas, é uma alternativa a ser considerada para uma produção mais sustentável. A restauração de áreas naturais próxima a áreas de cultivo pode ser uma ferramenta para atingir esse objetivo. Nosso trabalho visa contribuir no entendimento de caminhos para uma intensificação ecológica, por meio de uma análise de custo-benefício de cenários de restauração em fazendas de café no Brasil para adequação à nova legislação ambiental, conhecida como Código Florestal. O café é uma commoditie de alta relevância econômica e o Brasil é o maior produtor mundial. A lei requer que todas as propriedades tenham áreas reservadas para conservação. Proprietários com déficit de vegetação terão que restaurar em alguma parte de sua fazenda ou compensar esse déficit em outro local. Aqui, iremos inferir os benefícios da restauração para o cultivo de café, por meio de modelos espacialmente explícitos que incorporam os efeitos da polinização e do controle de pragas e consideram o efeito da estrutura da paisagem na provisão desses serviços. Esperamos que fazendas imersas em paisagens com cobertura intermediária de vegetação nativa (20-30%) e uma alta interface entre florestas e talhões de café terão um melhor relação de custo-benefício. Esperamos também que ações de restauração possam ser otimizadas e contribuirão para a intensificação ecológica se for adotado um planejamento espacial, favorecendo a produtividade agrícola e a manutenção de biodiversidade em paisagens agrícolas.