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Saúde nos assentamentos precários do Município de São Paulo: desenvolvimento de um índice de vulnerabilidade à saúde e cálculo de risco de doenças e mortalidades para áreas intraurbanas de baixo volume populacional

Processo: 19/20432-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 01 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Ligia Vizeu Barrozo
Beneficiário:Mirela Barros Serafim
Supervisor no Exterior: Ana Paula Santana Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidade de Coimbra (UC), Portugal  
Vinculado à bolsa:18/05633-5 - Vulnerabilidade das populações nos assentamentos precários do município de são paulo, BP.DR
Assunto(s):Geografia da saúde   Análise de vulnerabilidade

Resumo

Metade da população mundial se tornou urbana em 2008. Projeções para o período de 2007 a 2050 indicam um aumento populacional global de 2,5 bilhões de pessoas. É esperado que este crescimento aumente as desigualdades urbanas nas megacidades de países em desenvolvimento. Nestes locais, o crescimento deverá ser representado, em grande parte, por moradores de assentamentos precários, locais de moradia da população oficialmente reconhecida como vulnerável. Os dados de saúde são utilizados como medidas básicas ou como indicadores de bem-estar urbano e desigualdade, ao mesmo tempo em que o lugar em si tem sido compreendido como fator de risco à saúde. O Município de São Paulo é um bom exemplo de megacidade de um país em desenvolvimento, de renda média-alta, com forte presença de assentamentos precários. Nas últimas duas décadas foram reforçadas as políticas públicas para estes locais, o que provocou um aumento na heterogeneidade das condições habitacionais e de infraestrutura. No projeto regular de doutorado serão medidas as associações entre componentes de vulnerabilidade à saúde das populações e a precariedade do lugar (características das soluções habitacionais precárias, infraestrutura e suscetibilidade do terreno) para o Município de São Paulo. Já no âmbito deste projeto BEPE, especificamente, propõem-se o aprofundamento das bases teóricas, conceituais e técnicas que possam colaborar para o desenvolvimento de um índice multidimensional de vulnerabilidade à saúde. Espera-se que o índice de saúde seja capaz de capturar as iniquidades em saúde intraurbanas para o Município de São Paulo, especialmente entre os assentamentos precários, por meio de dados socioeconômicos, demográficos e de saúde. Por fim, entende-se que o estágio no Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) será muito importante para a determinação de um índice composto de saúde robusto, tendo em vista a experiência dos pesquisadores com o projeto EURO-Healthy, que teve como produto uma medida de saúde para toda a Europa, e também pela experiência do grupo no cálculo de riscos de doenças e mortalidades em áreas com baixo volume populacional.

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