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Escolas do campo expostas aos agrotóxicos como espaço de promoção da saúde no pontal do Paranapanema- SP

Processo: 19/16335-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Raul Borges Guimarães
Beneficiário:Matheus de Carvalho Moreno
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Geografia da saúde   Promoção da saúde   Saúde do trabalhador   Agrohidronegócio   Empoderamento   Movimento dos sem-terra   Paranapanema (SP)

Resumo

O presente projeto de mestrado faz parte de um esforço coletivo da equipe de pesquisadores do Centro de Estudos sobre o Trabalho, Ambiente e Saúde (CETAS) da UNESP de Presidente Prudente para compreender a degradação sistêmica do trabalho e o impacto na saúde dos trabalhadores e do ambiente decorrente da expansão do agrohidronegócio canavieiro no Pontal do Paranapanema (SP). Em decorrência da expansão e consolidação do capital agrohidrocanavieiro nessa região, inúmeras famílias camponesas que residem nos assentamentos rurais de reforma agrária sofrem com o impacto direto do cultivo da cana-de-açúcar. A pulverização, além de atingir o alvo (plantas e pragas), também atinge o ar/solo/águas, animais silvestres e domésticos, os seres humanos, e a vegetação do seu entorno. O projeto surgiu da necessidade de se compreender esse processo de destrutividade a partir das unidades escolares localizadas nesses assentamentos rurais, pois trata-se de escolas que surgiram da própria luta pela terra, especialmente, coordenada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Pretende-se também avaliar o empoderamento da população local na busca de alternativas que promovam e valorizam a vida. Dessa maneira, o projeto irá discutir o problema de exposição aos pesticidas na perspectiva de promoção à saúde nessas escolas de assentamento. É por isso que o projeto está relacionado a uma concepção de vigilância participativa, envolvendo estudantes e demais membros das comunidades escolares. (AU)