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Encaixando uma importante peça no quebra-cabeça da história das exsudações frias: evolução e conectividade de poliquetas siboglinídeos em águas profundas do Atlântico Sul

Processo: 19/18136-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Paulo Yukio Gomes Sumida
Beneficiário:Gilberto Bergamo Neto
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia marinha   Biologia reprodutiva   Polychaeta   Margens continentais   Atlântico Sul   Brasil   África

Resumo

As exsudações frias são ecossistemas sustentados por quimiossíntese, formados pela expulsão de hidrocarbonetos na forma de gases e fluidos, presentes no fundo do mar. As comunidades nesses ecossistemas de baixa oxi-redução dependem da extração de energia por microrganismos. Estes podem viver em simbiose, formando uma interação complexa entre espécies procariontes e eucariontes. Um exemplo de simbiose nesses locais ocorre em poliquetas da família Siboglinidae, animais que não possuem trato digestivo e apresentam um órgão especializado chamado trofossoma que hospeda bactérias quimiossintetizantes. Os siboglinídeos são muito comuns na fauna de exsudações frias, principalmente as espécies do grupo Vestimentifera, cujos espécimes vivem em grandes tubos quitinosos. Há muitos estudos recentes sobre os siboglinídeos de exsudações, mas ainda assim pouco se conhece no Oceano Atlântico Sul. O presente projeto estudará a história do Atlântico Sul utilizando dados de história evolutiva e conectividade de siboglinídeos nas exsudações da margem continental do Brasil e da África. Amostras da margem continental brasileira serão coletadas em associação ao projeto "Biologia e geoquímica de exsudações de óleo e gás no Atlântico Sudoeste (BIOIL)", financiado pela Shell Brasil Petróleo LTDA, utilizando o ROV Perseo GTV. O material africano já foi coletado das margens continentais do Gabão e do Congo estão na França, no IFREMER; o acesso a essas amostras está garantido por uma parceria com a Dra. Karine Olu, que será o coorientadora deste projeto. Parcerias com museus e coleções serão buscadas para adquirir siboglinídeos de outras localidades. Todo o material disponível será caracterizado por morfologia utilizando bibliografia especializada e por dados moleculares, utilizando marcadores mitocondriais (COI e 16S) e nucleares (18S e 28S). Os dados moleculares serão usados para inferir a história evolutiva do grupo, usando softwares apropriados, e a diversidade genética será das populações será calculada para inferir a conectividade. Análises de biologia reprodutiva, principalmente da gametogênese, adicionarão uma importante visão ecológica ao projeto. (AU)