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Estudo exploratório do teste de ecocardiografia contrastada por microbolhas para identificação de lesão pulmonar decorrente de inflamação sistêmica em cavalos: adequação, execução e viabilidade diagnóstica

Processo: 19/21567-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Paulo Aléscio Canola
Beneficiário:Maria Luiza Favero
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Síndrome hepatopulmonar   Síndrome de resposta inflamatória sistêmica   Lesão pulmonar   Sepse   Ecocardiografia   Equinos

Resumo

A síndrome cólica é uma importante afecção equina, cuja evolução pode desencadear casos de falência múltipla de órgãos e choque. O choque séptico acomete principalmente as vísceras e órgãos cavitários, como os pulmões e desencadeia a síndrome de resposta inflamatória sistêmica. Na sepse, ocorre diminuição do retorno venoso e, secundariamente, se observa hipertensão portal, a qual pode causar dilatações vasculares intrapulmonares e, consequentemente, desencadear a síndrome hepatopulmonar (SHP). Quadro este bem conhecido no homem, porém ainda não observado nos cavalos. No homem, o diagnóstico da SHP pode ser obtido por meio de avaliação ecocardiográfica transtorácica contrastada com microbolhas. Ao que parece, até o momento, não há menção do uso deste teste no diagnóstico de lesões nos cavalos, principalmente em se tratando de injúrias pulmonares decorrentes de quadros inflamatórios sistêmicos. Nesse âmbito, buscar-se-á adaptar e avaliar a exequibilidade do teste de microbolhas, utilizado no homem, para os cavalos para, posteriormente, em outro estudo, fazer uso clínico do teste com intuito de averiguar a ocorrência de lesões pulmonares decorrentes da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) ou sepse em pacientes equinos. Para isso, inicialmente, serão utilizados entre 10 e 15 animais, os quais serão submetidos a quatro tratamentos distintos: tratamentos 1 e 2 com infusão de 25 mL de solução contrastada de microbolhas e tratamentos 3 e 4 com infusão de 60 mL de solução com microbolhas. Com o uso de seringas com volume apropriado, será feito o preparo da solução de microbolhas e este injetado na veia jugular externa esquerda dos animais. Conjuntamente, com equipamento ultrassonográfico será feito o registro ecocardiográfico do intervalo de ciclos (batimentos) cardíacos pré-estabelecidos (entre um a três e entre três a cinco) para cada tratamento, após a administração da solução contrastada. Após o ensaio, buscar-se-á determinar a melhor relação volume de contraste x número de ciclos cardíacos a ser utilizado nos cavalos, em semelhança às determinações pré-estabelecidas para o homem. (AU)