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Expressão, localização celular e interações da diguanilato ciclase DgcP em Pseudomonas aeruginosa

Processo: 19/18829-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Regina Lúcia Baldini
Beneficiário:Ronaldo Bertolucci Junior
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Virulência   Interação proteína-proteína   Biofilmes   Expressão gênica   Pseudomonas

Resumo

A bactéria Gram-negativa Pseudomonas aeruginosa é um patógeno oportunista frequentemente associado a vítimas de queimaduras graves ou indivíduos com fibrose cística. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde classificou as P. aeruginosa resistentes a carbepenêmicos como uma das maiores ameaças ao controle de infecções. O estabelecimento da infecção desse patógeno é dependente de uma série de fatores de virulência. Entre eles destaca-se o pilus tipo IV, que possui papel importante na adesão a superfícies e motilidade do tipo twitching, características essenciais para a colonização do hospedeiro e estabelecimento das infecções crônicas. Uma das moléculas importantes na diferenciação entre as formas séssil e planctônica de P. aeruginosa, relacionadas com infecções crônicas e agudas, respectivamente, é o bis-(3',5')-di-guanosina monofosfato cíclico (c-di-GMP), um segundo mensageiro que interage com proteínas relacionadas a formação de biofilme, motilidade, virulência e outros processos. Algumas proteínas do metabolismo de c-di-GMP possuem localização característica na célula e, diante de estímulos externos ou internos, podem variar a concentração local de c-di-GMP, sinalizando a necessidade de diferenciação celular ou comportamental. A diguanilato ciclase DgcP é uma proteína do metabolismo de c-di-GMP localizada nos polos da célula, cuja atividade depende da interação com a proteína de membrana interna FimV, essencial para a montagem do pilus tipo IV em P. aeruginosa. Por elevar os níveis de c-di-GMP, DgcP diminui a motilidade dependente de flagelo e aumenta a formação de biofilme do patógeno. Não se sabe, porém, se tal fato depende de outras proteínas ou como a expressão de DgcP é regulada. Por isso, entender o papel de DgcP nesses processos é de extrema importância, pois essa proteína ou as vias de sinalização em que ela participa podem consistir de novos alvos para o combate a infecções por P. aeruginosa. (AU)

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