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Mitigação do estresse hídrico em milho (Zea mays L.) mediante a inoculação de fungos micorrízicos arbusculares e rizobactérias promotoras de crescimento

Processo: 19/13436-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso
Beneficiário:Antonio Marcos Miranda Silva
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/18944-3 - Mudanças climáticas e eficiência energética na agricultura: um enfoque em estresse hídrico, manejo orgânico e biologia do solo, AP.PFPMCG.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):20/12751-4 - Eficiência de fungos micorrízicos arbusculares e rizobactérias para mitigar o estrese hídrico e melhorar a absorção de fósforo pelas plantas de Zea mays L., BE.EP.DR
Assunto(s):Microbiologia do solo   Nível de água   Estresse hídrico   Milho   Fungos micorrízicos

Resumo

A água é essencial para manter o metabolismo microbiano no ecossistema terrestre, mas eventos globais recentes têm causado irregularidades na sua distribuição. Períodos de escassez hídrica têm elevado as perdas em produtividade, sobretudo na cultura do milho, principalmente quando este déficit coincide com estádios críticos de seu desenvolvimento. Assim, um dos desafios científicos a ser enfrentado é a busca por estratégias biotecnológicas que minimizem o estresse hídrico no milho e com isso dar maior sustento à demanda alimentícia e energética. A estratégia que utilizaremos é a inoculação de Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMA) e rizobactérias tolerantes à seca, isoladas de ambiente com elevada restrição de água (Bioma Caatinga), inoculando-os na cultura do milho. Os FMA e as rizobactérias serão isolados a partir das amostras de solo rizosférico de planta sda espécie Tripogon spicatus (Nees), oriundas da Caatinga, conhecidas como "plantas da ressurreição" devido a sua extraordinária capacidade de reidratação. Para a propagação de FMA, conduziremos culturas armadilhas submetidas a regimes de água no solo correspondentes a 80%, 50% e 30% da capacidade de campo, usando plantas de milho como isca. Por fim, montaremos um experimento em casa de vegetação utilizando, em consórcio ou não, os FMA e as rizobactérias previamente isolados. No final, avaliaremos atributos vegetativos e fisiológicos das plantas e do solo, tais como, matéria seca, teores de nutrientes, atividade enzimática no solo e na planta, conteúdo de glomalina no solo e a estrutura da comunidade de fungos micorrízicos e bactérias do solo. Buscaremos integrar todos os dados obtidos a partir de modelos multivariados com vistas à obtenção do feedback do conjunto solo-planta-micro-organismos. Esperamos preencher a lacuna de conhecimento que existe em relação ao efeito de inoculação de FMA, sozinho ou em conjunto com rizobactérias tolerantes à seca, na cultura do milho, para a mitigação do estresse hídrico no solo, que vem sendo causado pelas mudanças climáticas globais. (AU)