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Avaliação do transcriptoma de células de glioma tratadas com hipusina

Processo: 19/25517-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 20 de março de 2020
Vigência (Término): 19 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Augusto Ducati Luchessi
Beneficiário:Leticia Tamborlin
Supervisor no Exterior: Michael Mathews
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Local de pesquisa : Rutgers The State University of New Jersey, Newark, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/21914-1 - Caracterização funcional do aminoácido hipusina, BP.DR
Assunto(s):Fator de iniciação 5A em eucariotos   Transcriptoma   Biologia molecular   Proliferação celular

Resumo

O aminoácido hipusina foi identificado pela primeira vez em 1971 a partir de extratos de cérebro bovino. Posteriormente, este aminoácido foi encontrado em fígado, rim, músculo e sangue de outros mamíferos. A hipusina é formada a partir de uma modificação pós-traducional que ocorre no fator de início de tradução de eucariotos 5A (eIF5A) e a forma livre resulta da degradação dessa proteína. A proteína eIF5A é a única descrita que contém o resíduo de hipusina, o qual é essencial para sua atividade. Neste contexto, apesar da hipusina ter sido descoberta na década de 70, suas atividades biológicas ainda são desconhecidas. De fato, encontramos resultados interessantes em células de glioma de rato (C6) após o tratamento com hipusina. O tratamento reduz significativamente a taxa de proliferação dessas células sem indução significativa de apoptose. Curiosamente, observamos uma diminuição em cerca de metade do número de células em comparação com o controle, sem qualquer alteração no perfil de ciclo celular ou na taxa de síntese proteica. Realizamos os ensaios de formação de colônias, no qual foi possível observar supressão da formação de colônias pelo tratamento com hipusina. A capacidade proliferativa das células em ensaios de formação de colônias é utilizada para verificar se um tratamento pode reduzir a capacidade clonogênica de células tumorais. Com base nestes resultados, estamos interessados em realizar uma análise em larga escala para descobrir quais vias de sinalização podem estar relacionadas aos efeitos observados. Para avaliar isso, estamos propondo uma análise transcriptômica através do sequenciamento de RNA de última geração. Além disso, a experiência no exterior contribuirá muito para o meu desenvolvimento acadêmico e também consolidará a internacionalização do nosso laboratório, o que possibilita importantes trocas entre as universidades envolvidas.