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Efeitos da proteína metabolizável na resposta inflamatória de fase aguda causada por mudanças de ambiente e dieta de bovinos de corte terminados em confinamento

Processo: 19/12740-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Telma Teresinha Berchielli
Beneficiário:Lorrayny Galoro da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/22022-4 - Impacto da proteína metabolizável na produção de bovinos de corte e emissão de gases do efeito estufa, AP.TEM
Assunto(s):Imunologia veterinária   Resposta inflamatória   Dieta animal   Confinamento animal   Proteínas da fase aguda   Bovinos de corte

Resumo

A resposta inflamatória da fase aguda é um processo imunológico que é ativado por diferentes fatores internos e externos, como o estresse. Durante a resposta inflamatória, o metabolismo das proteínas é alterado para suportar um aumento na demanda de nutrientes do sistema imunológico. Tal alteração pode afetar negativamente a saúde, o bem-estar e o desempenho dos animais; no entanto, estratégias nutricionais surgem como ferramentas alternativas para superá-lo. Portanto, os objetivos do presente estudo serão avaliar os efeitos da dieta (fase de crescimento: suplementação de proteína não degradada no rúmen (PNDR) e fase de terminação: suplementação de diferentes fontes de proteína/PNDR) no processo inflamatório de fase aguda e desempenho de bovinos de corte sub resposta inflamatória causada por estresse associado á mudanças de ambiente e dieta. Neste estudo, 54 novilhos Nelore (PV inicial de 360 kg) provenientes de um estudo onde animais na fase de recria (mantidos a pasto e suplementados ou não com diferentes fontes de PNDR) serão alojados em baias coletivas em delineamento inteiramente casualizado (3 tratamentos, 1 baia/tratamento e 18 animais/baia). O experimento durará aproximadamente 105 dias (primeiros 21 dias para adaptação de dieta e ambiente seguidos de 3 períodos experimentais de 28 dias cada). As dietas serão as seguintes: A) dietas de adaptação serão as mesmas para todos os animais e consistirão em diferentes proporções volumoso: concentrado: 1) 70: 30% (A1); 2) 50: 60% (A2) e 3) 30: 70% (A3). Silagem de milho será a fonte de forragem e milho moído o concentrado; B) dietas experimentais consistirão em uma relação volumoso: concentrado de 30: 70% (silagem de milho e milho moído) suplementadas com diferentes fontes de proteína /PNDR: 1) suplementação com farelo de soja a 1,6% PV (T1); 2) suplementação de glúten 60 a 1,6% PV (T2) e 3) suplementação de farelo de soja a 1,6% PV (T3). Para tanto, 6 animais provenientes de cada tratamento durante a fase de base serão distribuidos aleatóreamente nos tratamentos, totalizando 18 animais/tratamento (total n = 54). As amostras serão coletadas em diferentes momentos (dias 0, 7, 8, 10, 14, 21, 49, 77 e 105 referente ao início do período de terminação) e variáveis como concentração sanguínea de proteínas da fase aguda da resposta inflamatória (haptoglobina, serum-amilóide A e ceruloplasmina), aminoácidos plasmáticos totais, contagem e perfil de células imune sanguíneas, expressão gênica de células imunes sanguíneas e desempenho animal serão avaliados. Os dados serão analisados pelo Mixed Procedure do SAS e as médias serão comparadas pelo teste de Tukey. A significância estatística será estabelecida em P d 0,05. A hipótese é que o a suplementação de PNDR com o objetico de se aumentar a oferta de proteína metabolizável (MP) durante as fases de crescimento e terminação de novilhos, pode melhorar o sistema imunológico dos animais e, consequentemente, aumentar o desempenho e bem-estar dos mesmos e reduzindo-se assim o tempo de terminação desses animais. A compreensão da associação entre nutrição e inflamação é essencial para a avaliação completa das necessidades nutricionais, saúde e produtividade dos animais. Além disso, permite aos nutricionistas melhor formular dietas e recomendar estratégias nutricionais e de manejo a serem utilizadas como ferramentas para prevenir ou combater os efeitos negativos da resposta inflamatória causada pelo estresse associado às mudanças dietéticas e ambientais no desempenho animal. (AU)