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Sete anos após a aprovação da lei de interrupção voluntária da gravidez no Uruguai: uma etnografia do atendimento em um hospital de Montevidéu

Processo: 19/07556-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Heloisa Buarque de Almeida
Beneficiário:Juliana Vieira Wahl Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Direitos sexuais e reprodutivos   Direitos da mulher   Descriminalização   Aborto   Uruguai

Resumo

Em outubro de 2012 o Senado uruguaio aprovou a Lei Nº 18.987, que regula e descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez com alguns requisitos, tornando-se assim, junto com Cuba, Porto Rico, Guiana, México (Cidade do México) e Colômbia, outro país da América Latina, a aprovar uma lei que amplia os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, com fim de erradicar a prática do aborto inseguro. O tema do aborto é um componente importante para analisar o direito à saúde sexual e reprodutiva, já que permite analisar diversos assuntos vinculados à sexualidade, como a (não) reprodução e a livre disposição e controle dos corpos das mulheres. Todas estas questões nos remetem a conflitos entre individual e coletivo, público e privado, laicidade do Estado, que perpassam e se expressam nas instituições de saúde através do contato entre profissionais de saúde e mulheres usuárias dos serviços. O presente projeto tem como finalidade, a partir do acompanhamento da prática dos profissionais responsáveis pelo atendimento às mulheres que desejam realizar o aborto legal, entender como a mudança na legislação se articula com percepções sobre direitos sexuais e reprodutivos, gênero, raça, sexualidade e família dos profissionais do grupo interdisciplinar responsável pelo atendimento da mulher. Pretendo realizar uma etnografia no hospital Pereira Rossell em Montevidéu, um dos maiores do país em relação à saúde feminina, mais especificamente observando o atendimento da equipe interdisciplinar (integrada por ginecologista, psicólogo e profissional da área social), que é fase obrigatória para se conseguir o medicamento abortivo no fim do processo. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: