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Cultivo e crescimento de probióticos (naturais e recombinantes) para aplicação em modelos experimentais de DM1 e DM2

Processo: 19/22688-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Daniela Carlos Sartori
Beneficiário:Ítalo Sousa Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/14815-0 - Estudo do perfil do microbioma intestinal e do potencial terapêutico de estratégias de intervenção na imunopatogenia do Diabetes tipo 1 e 2, AP.JP2
Assunto(s):Imunorregulação   Diabetes mellitus   Microbioma gastrointestinal   Probióticos   Gene hsp65   Biomarcadores   Técnicas e procedimentos diagnósticos

Resumo

A etiologia do DM é multifatorial interligada a fatores genéticos, ambientais, alimentares e metabólicos. Vários achados revelam uma associação entre dieta, disbiose intestinal e a ativação de mecanismos imunológicos, que resulta na fisiopatologia do DM do tipo 1 e 2. Sabe-se que probióticos controlam a disbiose intestinal, melhoram a permeabilidade intestinal e propiciam uma função de barreira epitelial. Estudos mais recentes têm evidenciado que probióticos também exercem diversos efeitos imunomoduladores locais e sistêmicos através da estimulação da imunidade de mucosa, produção de ácidos graxos de cadeia curta e a geração de linfócitos T reguladores. Neste contexto, constatamos reduzida abundância de bactérias probióticas, em especial Akkermansia muciniphila e Bifidobacterium sp, durante o DM1. A administração do prebiótico inulina foi capaz de aumentar A. muciniphila no intestino e conferir proteção a essa doença. Baseado nessas evidências, por meio de estudos pré-clínicos, iremos investigar a eficácia de estratégias de recomposição/modulação do microbioma intestinal usando esses probióticos naturais, recombinantes (Lactococcus lactis hsp65 e IL-6) e prebióticos, assim como determinar os mecanismos imunoreguladores que poderiam prevenir o surgimento ou retardar a progressão do DM1 e 2. Um estudo longitudinal também será realizado em pacientes diabéticos recém-diagnosticados visando à identificação de alterações no microbioma intestinal e correlação com parâmetros clínicos e imunológicos durante a progressão da doença, a fim de elucidar novos biomarcadores de diagnóstico ou tratamento. A busca de alternativas de imunorregulação baseadas em probióticos é muito promissora, pois sua produção teria um baixo custo e seria seguro para aplicação terapêutica.