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Análise proteômica quantitativa nas amostras de células mononucleares (PBMC) e polimorfonucleares (PMN) de pacientes com Sepse e voluntários sadios, com foco em proteínas relacionadas ao metabolismo energético e oxidativo, além da função mitocondrial

Processo: 19/20532-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Reinaldo Salomão
Beneficiário:Giuseppe Gianini Figueiredo Leite
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/21052-0 - Sepse: mecanismos, alvos terapêuticos e epidemiologia, AP.TEM
Assunto(s):Infectologia   Proteômica   Células mononucleares   Sepse   Metabolismo energético   Respiração celular

Resumo

A patogênese da Sepse é complexa e envolve múltiplos aspectos da interação entre os microrganismos infectantes e o hospedeiro. O reconhecimento de patógenos e a decorrente ativação celular são fundamentais para o controle da infecção. Estudos de transcriptômica atrelados a poderosas ferramentas de bioinformática tem permitido avaliações mais abrangentes dos fenômenos inflamatórios, imunes e metabólicos que acontecem na Sepse (Calvano et al, 2005, Xiao et al 2011). Em estudos de nosso temático (processo 2011/20401-4), vigente de 2012 a 2017, procuramos avaliar a interação entre a ativação de receptores de patógenos (TLR) e de perigo (NLR) com metabolismo oxidativo e fosforilação oxidativa (oxphos) em pacientes com Sepse. Nossos resultados mostraram que genes envolvidos na cadeia transportadora de elétrons tinham sua expressão alterada em pacientes sépticos que não sobreviveram (Nucci 2017), confirmando resultados anteriores de transcriptômica (Severino 2014). Demonstramos, da mesma forma, modulação de genes relacionados ao inflamassoma na Sepse, com mudanças de maior magnitude nos pacientes que não sobreviveram (Esquerdo et al, 2017). E recentemente mostramos que a regulação positiva de genes da via do metabolismo heme/hemoglobina pode representar uma resposta protetora dos glóbulos brancos ao ambiente hostil presente em pacientes sépticos (Leite et al, 2019). Mais recentemente, a proteômica surgiu como uma ferramenta poderosa para a identificação de biomarcadores, alterações funcionais e mecanismos envolvidos na patogênese da Sepse (Meissner & Mann, 2014; Sharma & Salomao, 2017). No último temático envidamos esforços no domínio de técnicas de proteômica e sua aplicação na Sepse, com resultados muito interessantes obtidos no plasma de pacientes sépticos. Os resultados foram apresentados em congressos nacionais e internacionais e submetidos para publicação. Estudos prévios de proteômica no plasma demonstraram que o metabolismo lipídico e a sinalização de resposta de fase aguda estavam entre as vias mais alteradas em pacientes sépticos (Cao & Robinson, 2014). Nossos resultados apontaram para alterações notáveis na montagem celular (citoesqueleto, montagem e movimento celular), metabolismo lipídico e respostas imunes em pacientes sépticos Sepse secundária a Pneumonia adquirida na comunidade, confirmando e ampliando os resultados anteriores (Sharma et al, 2017). A partir desses resultados, pretendemos realizar análise proteômica quantitativa nas amostras de PBMC e PMN de pacientes com Sepse e voluntários sadios, com foco em proteínas relacionadas ao metabolismo energético e oxidativo, além da função mitocondrial e de alterações que ocorrem após a tradução das proteínas (PTM, Post translational modifications). O bolsista de pós-doc fará a interface entre o laboratório de imunologia (Reinaldo Salomão) e a unidade de proteômica (Alexandre Keiji Tashima), consolidando os avanços obtidos com essa técnica. Ainda, o pós-doutorando introduzirá novas ferramentas de biologia de sistemas integrando resultados de transcriptômica e proteômica. (AU)