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A metalinguagem e as terminologias para descrição sintática nas gramáticas portuguesas dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX: um escrutínio historiográfico

Processo: 19/21156-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Olga Ferreira Coelho Sansone
Beneficiário:Rogério Augusto Monteiro Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Historiografia   Gramática   Metalinguagem   Sintaxe   Língua portuguesa

Resumo

Este projeto visa a escrutinar, à luz da Historiografia Linguística, a metalinguagem e as terminologias para descrição sintática das gramáticas dedicadas ao português dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, a verificar a influência dos métodos, dos pressupostos, das abordagens teóricas e do clima de opinião sobre as escolhas dos autores e, ao cabo, a esboçar uma periodização do pensamento sintático português. O objeto do estudo é, portanto, a linguagem explicativa e os termos técnicos com que os antigos gramáticos descreveram e normatizaram a Sintaxe portuguesa (e.g. sujeito, cópula, atributo, predicado, etc.). A principal hipótese aqui aventada é a de que as ideias, a metalinguagem e as terminologias sintáticas variaram muito diante das teorias vigentes em cada momento da gramaticografia portuguesa, em claro contraste com as terminologias morfológicas, que se mantiveram estáveis ao longo de séculos. O método historiográfico com que se pretende levar a pesquisa a cabo baseia-se nas chamadas quatro camadas propostas por Swiggers (2004), com as quais se pretende verificar as continuidades e as descontinuidades teórico-metodológicas dentro de cada cinosura e entre as cinosuras (i.e., as abordagens ou teorias dominantes), para, ulteriormente, apontar que fatores internos às obras ou externos a elas teriam ensejado a opção por certas ideias e terminologias linguísticas em detrimento de outras. A seleção de gramáticos inclui Fernão de Oliveira (1536), João de Barros (1540), Amaro de Roboredo (1619), António Franco (1699), Jerônimo Argote (1725), Bernardo Bacelar (1783), Jerônimo Soares Barbosa (1822), Joaquim Macedo (1865), Adolfo Coelho (1874) e outros. (AU)