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Caracterização imunofenotípica e molecular de subpopulações de monócitos em neoplasias mieloproliferativas

Processo: 19/18013-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Fabíola Attié de Castro
Beneficiário:Vitor Leonardo Bassan
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Etiologia   Neoplasias da medula óssea   Monócitos   Inflamação   Fisiopatologia

Resumo

Neoplasias Mieloproliferativas (NMPs) são desordens hematológicas clonais decorrentes de mutações genéticas na célula-tronco hematopoética (stem cell) que promovem a hiperproliferação celular e o acúmulo de células mielóides precursoras e maduras na medula óssea e no sangue periférico. As NMPs BCR-ABL1 negativas clássicas, neste trabalho, são representadas pelas neoplasias Policitemia Vera (PV), Trombocitemia Essencial (TE) e Mielofibrose Primária (MFP), cuja fisiopatologia está associada às alterações envolvendo as proteínas Janus Quinases (JAK), CALR, MPL e complexos epigenéticos reguladores da proliferação celular, como as enzimas TET2. Dentre estas alterações, a mutação JAK2V617F é a mais frequente, conferindo à stem cell a capacidade de proliferar de maneira autônoma e exacerbada, resultando na produção em excesso de uma das linhagens hematopoéticas mielóides. Apesar da hematopoese desregulada ser atribuída principalmente às mutações genéticas na stem cell, anormalidades no sistema imune e nas células que compõem o microambiente medular parecem contribuir para a fisiopatologia destas doenças. Recentemente, as NMPs foram consideradas doenças pré-leucêmicas oncoinflamatórias, dotadas de níveis séricos de citocinas elevados e atividade inflamatória exacerbada, que parecem contribuir para a instabilidade genética e o aumento do risco de trombose, hemorragia e outras alterações cardiovasculares. As populações de monócitos humanos, subdivididas em clássicos, intermediários e não clássicos, têm sido envolvidas na gênese e na modulação de diversas condições inflamatórias crônicas, autoimunes e neoplásicas. Embora estudos evidenciem a presença de acentuada monocitose em pacientes portadores de NMPs, o perfil fenotípico e molecular destas células durante estas condições ainda não foi elucidado. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é caracterizar o perfil imunofenotípico, secretório e molecular de monócitos do sangue periférico de pacientes com PV, TE, MFP e indivíduos saudáveis. Os monócitos serão submetidos à imunofenotipagem para a determinação das populações circulantes, bem como à quantificação da expressão de citocinas relacionadas com os diferentes fenótipos adquiridos por monócitos (IL-1beta, IL-6, IL-8, IL-12, TNF-alfa, TGF-beta) e enzimas de regulação epigenética (DNMT3A, DNMT3B, HDAC1, HDAC2) por Real Time PCR. Ainda, será feito o ensaio de fagocitose e o tratamento dos monócitos com agente hipometilante e com inibidor de JAK2 a fim de esclarecer sua influência sobre a atividade efetora dos monócitos. Os resultados obtidos auxiliarão na compreensão a respeito da participação de células imunológicas na fisiopatologia das NMPs e na elucidação da contribuição dos monócitos para o perfil oncoinflamatório destas doenças. (AU)