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Flutuações redox, dinâmica de ferro e metais em solos do estuário do Rio Doce após o "desastre de Mariana (MG)": uma abordagem experimental

Processo: 19/02855-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Tiago Osório Ferreira
Beneficiário:Diego Barcellos
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Biogeoquímica   Hematita   Metais   Desastres ambientais   Estuários   Rio Doce   Mariana (MG)

Resumo

O Rio Doce recebeu aproximadamente 60 milhões de toneladas de rejeitos de minério despejadas após rompimento da Barragem de Fundão (Mariana, MG) em 2015 chegando até o estuário do Rio Doce em Regência, Linhares (ES). Os rejeitos de minério têm composição predominante de óxidos de ferro, os quais são passiveis de alteração do estado redox (oxirredução) em condições dinâmicas como no estuário do Rio Doce. Metais que estão retidos na superfície e estrutura dos minerais de ferro podem ser liberados (e se tornar biodisponíveis) durante a redução do ferro diante das flutuações redox do estuário. Nesse sentido, levantamos a hipótese de que os óxidos de ferro podem liberar maiores quantidades de metais traço durante flutuação redox, em comparação com condições totalmente óxica (aeróbica) ou totalmente anóxica (anaeróbica). Para testar essa hipótese, incubaremos os solos estuarinos impactados sob três possíveis cenários de oxirredução: flutuação redox (alterando condição óxica e anóxica sequencialmente), constantemente oxidativa e constantemente redutora, durante 32 dias. Serão monitoradas as espécies de ferro (FeII e FeIII), a mineralogia dos óxidos de ferro, as concentrações de Cu, Cr, Co, Mn, Ni, Pb e Zn, bem como o carbono orgânico total e dissolvido e as emissões dos gases CO2, CH4 e N2O, durante os distintos cenários redox. Sendo assim, a compreensão dos mecanismos da dinâmica biogeoquímica de ferro e metais traço, controlada pelas flutuações redox, podem trazer predições importantes sobre o comportamento do rejeito depositado no estuário do Rio Doce. Diante da escassez de informações nesse ambiente, os resultados desse projeto serão fundamentais para modelagem biogeoquímica de ferro, metais e carbono, e no auxílio à tomada de decisão para mitigação dos efeitos do impacto do desastre ambiental e ecossistêmico do Rio Doce a curto, médio e longo prazo. (AU)