| Processo: | 19/02855-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 13 de setembro de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo |
| Pesquisador responsável: | Tiago Osório Ferreira |
| Beneficiário: | Diego Barcellos |
| Instituição Sede: | Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Biogeoquímica Hematita Metais Desastres ambientais Estuários Rio Doce Mariana (MG) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biogeoquímica | metais traço | óxidos de ferro | Química e mineralogia do solo | redox | Rio Doce | Biogeoquímica de Solos e pedologia |
Resumo O Rio Doce recebeu aproximadamente 60 milhões de toneladas de rejeitos de minério despejadas após rompimento da Barragem de Fundão (Mariana, MG) em 2015 chegando até o estuário do Rio Doce em Regência, Linhares (ES). Os rejeitos de minério têm composição predominante de óxidos de ferro, os quais são passiveis de alteração do estado redox (oxirredução) em condições dinâmicas como no estuário do Rio Doce. Metais que estão retidos na superfície e estrutura dos minerais de ferro podem ser liberados (e se tornar biodisponíveis) durante a redução do ferro diante das flutuações redox do estuário. Nesse sentido, levantamos a hipótese de que os óxidos de ferro podem liberar maiores quantidades de metais traço durante flutuação redox, em comparação com condições totalmente óxica (aeróbica) ou totalmente anóxica (anaeróbica). Para testar essa hipótese, incubaremos os solos estuarinos impactados sob três possíveis cenários de oxirredução: flutuação redox (alterando condição óxica e anóxica sequencialmente), constantemente oxidativa e constantemente redutora, durante 32 dias. Serão monitoradas as espécies de ferro (FeII e FeIII), a mineralogia dos óxidos de ferro, as concentrações de Cu, Cr, Co, Mn, Ni, Pb e Zn, bem como o carbono orgânico total e dissolvido e as emissões dos gases CO2, CH4 e N2O, durante os distintos cenários redox. Sendo assim, a compreensão dos mecanismos da dinâmica biogeoquímica de ferro e metais traço, controlada pelas flutuações redox, podem trazer predições importantes sobre o comportamento do rejeito depositado no estuário do Rio Doce. Diante da escassez de informações nesse ambiente, os resultados desse projeto serão fundamentais para modelagem biogeoquímica de ferro, metais e carbono, e no auxílio à tomada de decisão para mitigação dos efeitos do impacto do desastre ambiental e ecossistêmico do Rio Doce a curto, médio e longo prazo. | |
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