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Caracterização do efeito da fotobiomodulação em modelo in vitro de disfunção endotelial e estratégias farmacológicas para potencialização desse efeito

Processo: 19/10037-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Gerson Jhonatan Rodrigues
Beneficiário:Gabriel de Melo Arthur
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças cardiovasculares   Endotélio   Disfunção endotelial   Terapia a laser de baixa intensidade   Técnicas in vitro

Resumo

A disfunção endotelial é descrita pela diminuição da capacidade das células endoteliais em liberar óxido nítrico (NO). O NO é um poderoso modulador fisiológico do tônus vasculares, regulando processos inflamatórios (por ativação de PPARg e inibição de NF-kB), por exemplo. Por ser um radical livre, o NO reage facilmente com moléculas em que há elétron desemparelhado por isso, é muito instável em condições fisiológicas. O ânion superóxido (O2-) reduz a biodisponibilidade do NO e ativa o NF-ºB, que tem se achado ativo em células doentes do sistema cardiovascular. Desta forma, aumentar [NO] e diminuir [O2-] no sistema cardiovascular pode ser uma estratégia para melhora na função endotelial e no perfil inflamatório. Tal modulação pode ser alcançada no uso de Fotobiomodulação ou Laserterapia de Baixa Intensidade (low level LASER therapy - LLLT). Resultados do nosso laboratório aponta que o LASER vermelho (660 nm) pode induzir a liberação de NO do tecido vascular. Há indicações na literatura que esta faixa de LASER é capaz de reduzir [O2-] e a inflamação sistêmica. O aumento do NO pode ser mediante a conversão do nitrito (NO2-) em NO, o que faz da associação com nitrito um possível meio de potencializar o efeito da LLLT. Outra estratégia farmacológica que pode potencializar o efeito do LASER é o bloqueio das proteínas de resistência a multidrogas (multidrug resistence proteins, MRP). As MRPs podem bombear guanosina monofosfato cíclica (GMPc) para o meio extracelular. A produção de GMPc é catalisada pela enzima guanilato ciclase solúvel (GCs), retirando-se dois grupos fosfato da molécula de guanosina trifosfato (GTP). Sendo a GCs o principal alvo do NO, a inibição do efluxo do GMPc pelo bloqueio das MRPs potencializaria o efeito do LASER. Assim, o objetivo deste projeto é testar a hipótese de que a fotobiomodulação com LASER vermelho (660 nm) é capaz de melhorar a função endotelial, bem como, de que seus efeitos são potencializados por nitrito e/ou bloqueadores de MRPs. (AU)