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Avaliação in situ dos efeitos ecotoxicológicos sob a comunidade aquática decorrentes da expansão da cana-de-açúcar sobre áreas de pastagem

Processo: 19/17132-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Evaldo Luiz Gaeta Espindola
Beneficiário:Lais Roberta Sorigotto
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/18790-3 - Consequências ambientais da conversão pastagem-cana-de-açúcar e intensificação de pastagens, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Ecotoxicologia   Toxicidade   Pastagens   Agrotóxicos   Vinhaça   Cana-de-açúcar   In situ   Etanol

Resumo

A crescente preocupação ambiental e a demanda pela substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis tornaram o Brasil o maior produtor mundial de cana-de-açúcar para geração de etanol. A expansão da cultura vem ocorrendo, principalmente, sobre pastagens subutilizadas, e com uso intensivo de insumos agrícolas, a fim de aumentar a produtividade e reduzir perdas por pragas. Entre os agrotóxicos mais utilizados no cultivo da cana estão o 2,4-D (herbicida) e o fipronil (inseticida), além da fertirrigação com vinhaça, que, por meio de escoamento superficial e lixiviação, podem atingir os ecossistemas aquáticos. A presente pesquisa visa avaliar os efeitos ecotoxicológicos desses compostos sobre três organismos aquáticos de diferentes níveis tróficos (Raphidocelis subcapitata, Chironomus sancticaroli e Danio rerio), a partir de experimentos em mesocosmos introduzidos em matrizes de mudança de paisagem (de pastagem para cana-de-açúcar). Os testes in situ serão realizados em 9 mesocosmos inseridos em plots com os tratamentos de pastagens de baixa intensidade, pastagem de alta intensidade e cana-de-açúcar, conduzidos em uma fazenda experimental em Brotas-SP. Os organismos serão alocados em câmaras-teste no interior dos mesocosmos, e os endpoints avaliados serão o crescimento da biomassa algácea (por meio da diferença de densidade celular), mortalidade e crescimento nos quironomídeos e peixes (por meio do crescimento das larvas e da razão peso/tamanho dos organismos, respectivamente). Para caracterização da água dos modelos ecossistêmicos, serão monitorados os nutrientes (nitrogênio total, nitrito, nitrato, amônio, fósforo total, fosfato total dissolvido, fosfato inorgânico, silicato reativo e dureza) em laboratório e variações diárias dos parâmetros físico-químicos in situ (pH, temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez, clorofila e condutividade elétrica) durante o período de realização dos testes de toxicidade. Dessa forma, será possível simular e prever os efeitos ambientais dos agrotóxicos (2,4-D e fipronil) e vinhaça sobre o ambiente aquático. (AU)