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A questão da igualdade entre homens e mulheres em Marie de Gournay

Processo: 19/22352-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Maria das Graças de Souza
Beneficiário:Clêmie Ferreira Blaud
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/19880-4 - Poder, conflito e liberdade: Espinosa e os percursos da Filosofia Política Moderna e Contemporânea acerca da democracia, AP.TEM
Assunto(s):Mulheres   Igualdade de gênero   Filosofia moderna   Filosofia do Renascimento   Filosofia política   História da filosofia   Século XVII

Resumo

Esta pesquisa investiga a obra de Marie Le Jars de Gournay no que concerne ao problema da igualdade entre homens e mulheres. O tema é central nos textos Egalité des hommes et des femmes (1622) e Grief des dames (1626), e aparece em algumas passagens decisivas de Le promenoir de Monsieur Montaigne (1594) e de Apologie pour celle qui escrit (1626). No século XVII, a ideia de igualdade entre os sexos, ou até mesmo de superioridade da mulher, ganha novos contornos; na prática, a mulher continua sob tutela masculina admitindo-se concessões, como no caso da nova classe das "preciosas" ou das freiras com permissão para celebrar sacramento do batismo. Gournay recusa as concessões feitas aqui e acolá ao formular uma tese forte, na qual a igualdade entre homens e mulheres alcança as dimensões moral, social, política e religiosa como princípio regulador. Para isso, a estratégia de Gournay é empregar a dúvida cética, o argumento de autoridade e os gêneros retórico, levando em conta as evidências de igualdade não observadas nas leis e nos costumes. A hipótese a ser examinada nesta pesquisa divide-se em duas partes: i) Gournay articula uma mudança na abordagem sobre a questão das mulheres, propondo que a ideia de tutela masculina em "benefício do fim" ceda lugar à ideia de "igualdade como princípio regulador"; ii) o pensamento de Gournay produz uma marca no transcurso entre a Filosofia da Renascença e a Filosofia Moderna. Trata-se de reconhecer o lugar de Marie de Gournay como filósofa do nascer da modernidade, bem como de contribuir com os debates feministas contemporâneos à luz da história da Filosofia, na qual o pensamento das mulheres tenha o seu devido lugar. (AU)