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Geodinâmica andina e evolução da Amazônia acopladas a modelos paleoclimáticos

Processo: 19/23246-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Victor Sacek
Beneficiário:Victor Sacek
Anfitrião: Todd Ehlers
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Eberhard Karls Universität Tübingen, Alemanha  
Assunto(s):Modelos matemáticos

Resumo

Na última década, diferentes modelos numéricos geodinâmicos foram propostos para explicar a evolução do padrão de drenagem observado no norte da América do Sul durante o Cenozóico, invocando topografia dinâmica induzida por convecção do manto, orogenia andina, flexura da litosfera e processos superficiais de erosão e sedimentação. Com o uso desses modelos numéricos, foi possível quantificar a importância relativa de cada processo na formação e evolução do atual sistema de drenagem do rio Amazonas, conectando os Andes à Margem Equatorial Brasileira. No entanto, a representação da evolução climática nesses modelos é simplificada demais, assumindo precipitação orográfica geometricamente definida ou taxa constante em todo o modelo. Para avaliar o impacto de uma representação mais realista da taxa de precipitação, neste projeto pretendemos usar modelos numéricos paleoclimáticos acoplados às atuais simulações tectono-sedimentares, verificando como a variação da precipitação no espaço e no tempo pode afetar o histórico de denudação do cordilheira andina e consequentemente a evolução da paisagem na Amazônia. Por outro lado, o padrão de orogenia andina obtido nos experimentos numéricos será incorporado nos modelos paleoclimáticos, avaliando a influência do crescimento gradual da cordilheira na precipitação na porção oeste da Amazônia. Dados termocronológicos serão usados como vínculos para os experimentos numéricos, fornecendo informações importantes sobre a história de exumação da cordilheira andina. Além disso, dados estratigráficos publicados das bacias sedimentares interiores e marginais serão comparados com os resultados numéricos.