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Caracterização composicional e funcional do veneno de duas espécies do gênero Bothrops submetidas a mudança de dieta

Processo: 19/24527-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 20 de maio de 2020
Vigência (Término): 19 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Karen de Morais Zani
Beneficiário:Nathália da Costa Galizio
Supervisor no Exterior: Stephen Patrick Mackessy
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Northern Colorado (UNC), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/14724-4 - Caracterização proteômica e funcional do veneno de duas espécies de serpentes do gênero Bothrops submetidas à mudança de dieta, BP.MS
Assunto(s):Venenos de serpentes   Dieta animal   Atividade enzimática   Bothrops   Bothrops alternatus

Resumo

Os venenos de serpentes são misturas complexas de proteínas e peptídeos modificados pela seleção natural para agir subjugando, matando e, também, digerindo as presas. As proteínas dos venenos estão expostas a acelerada evolução Darwiniana e a variabilidade dos venenos é reportada em diferentes níveis incluindo gênero, espécies, subespécies, população e individual. Alguns estudos demonstram fortes evidências que a composição do veneno pode mudar de acordo com diferentes regiões e pela idade, se adaptando a diferentes tipos de presa. Entretanto, poucos estudos indicam a dieta como um importante fator relacionado com a função e composição dos venenos. Nossos recentes resultados estudando os venenos de Bothrops moojeni e B. alternatus submetidas a mudança de dieta de mamíferos (Mus musculus) para anfíbios (Lithobates catesbeianus), notamos algumas importantes modificações na composição e função desses venenos. Em relação aos venenos individuais de B. moojeni, a análise proteômica sugere que a mudança da dieta induziu uma mudança significativa na abundância relativa de toxinas das famílias das lectinas tipo C e metaloproteases, que possuem um importante papel na coagulopatia nos envenenamentos botrópicos. A dieta baseada em anfíbios também parece diminuir a letalidade dos pools dos venenos em camundongos e aumentar em anfíbios, ainda que o retorno a uma dieta baseada em mamíferos não restaurou a letalidade a valores similares ao inicial. Além disso, o SDS-PAGE dos venenos dos espécimens de B. alternatus demonstrou um aumento de intensidade de uma banda de aproximadamente 15 kDa após um ano de dieta com anfíbios, essa massa molecular está usualmente associada as lectinas do tipo C e fosfolipases A2. Considerando a importância em identificar os fatores envolvidos na plasticidade dos venenos, nos propomos uma investigação profunda no (i) papel da dieta na composição dos venenos de serpentes, incluindo as mudanças qualitativas e quantitativas, e (ii) o impacto da mudança da dieta nas atividades enzimáticas dos venenos. (AU)

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