Busca avançada
Ano de início
Entree

Adipócitos brite/bege - uma ferramenta contra a obesidade e o diabetes - ou não?

Processo: 19/19049-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 09 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Rosemari Otton
Beneficiário:Rosemari Otton
Anfitrião: Barbara Cannon
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Stockholm University, Suécia  
Assunto(s):Metabolismo   Obesidade   Metabolismo energético

Resumo

O balanço energético é definido por dois componentes: o consumo e o gasto de energia. Mesmo pequenas perturbações crônicas em qualquer um desses dois componentes podem levar a um aumento (obesidade) ou diminuição no peso corporal. A obesidade não é apenas um problema significativo em si, mas é também um importante indutor de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certas formas de câncer. Atualmente, não há tratamento satisfatório para a obesidade e, na realidade, pouca compreensão da causa da obesidade, exceto pela afirmação auto-evidente de que ela surge de um desequilíbrio entre o consumo de energia e o gasto de energia. A identificação de um novo tipo de adipócitos, isto é, os adipócitos brite / bege, que parecem possuir a capacidade de aumentar o gasto energético e que estão localizados nos próprios depósitos adiposos brancos, forneceu uma base para o estudo de novas oportunidades, tanto para neutralizar o desenvolvimento da obesidade e talvez até mesmo diminuí-la em pessoas já obesas. Para confirmar essa questão, o presente projeto utilizará um modelo de camundongo manipulado fisiologicamente e/ou geneticamente para discriminar a importância das células brite/bege e BAT para combater a obesidade e suas comorbidades. Nosso objetivo é avaliar a competência termogênica de depósitos clássicos de tecido adiposo marrom e brite/bege em camundongos fisiologicamente humanizados para (re) ganhar alta capacidade termogênica em tratamentos fisiológicos ou farmacológicos. Para este propósito, usaremos camundongos floxados com UCP1 com camundongos expressando Cre-recombinase sob o controle do promotor Myf5 (que é ativo em adipócitos marrons clássicos mas não em adipócitos brite/bege) - BATUCP1-KO. O objetivo deste projeto é entender o significado funcional das distintas populações de adipócitos brite/bege e marrom, mas em um modelo de camundongo relevante para a fisiologia humana. Esperamos que, através deste projeto, possamos obter conhecimento sobre a magnitude dos efeitos metabólicos benéficos exercidos pela atividade de cada tipo de adipócitos envolvidos na termogênese - marrom clássico e brite/bege. Considerando as vastas implicações médicas da epidemia de obesidade e suas co-morbidades, até mesmo uma melhora modesta do balanço energético pode ser importante. Os estudos de adipócitos competentes envolvidos na termogênese e aqui propostos poderiam representar um meio de desenvolver métodos para melhorar a termogenese. O interesse internacional no tecido adiposo brite/bege é impulsionado principalmente pela antecipação de que esses tecidos podem ser recrutados para aumentar o gasto de energia e assim restringir o desenvolvimento da obesidade e até mesmo melhorar a obesidade existente - com a finalidade médica de diminuir as comorbidades induzidas pela obesidade, como o diabetes tipo 2. Isso será rigorosamente avaliado. O presente pedido não envolve quaisquer estudos clínicos diretos, mas deve indicar possibilidades terapêuticas futuras.