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Efeitos antiproliferativo e toxigenético da combinação do isotiocianato de alila e da droga antineoplásica cisplatina em células de carcinoma de bexiga

Processo: 19/15352-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Daisy Maria Favero Salvadori
Beneficiário:Phillipe Franklin Coelho Magalhães
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias da bexiga   Quimioterapia   Genotoxicidade   Transformação celular neoplásica   Produtos naturais   Antineoplásicos   Antiproliferativos

Resumo

O câncer de bexiga representa uma das neoplasias de maior custo para os sistemas de saúde devido ao acompanhamento clínico de rotina (citologia urinária e citoscopia) e às altas taxas de recorrência. Os protocolos de tratamento quimioterápico envolvem o uso de combinações de drogas como metrotrexato, vinblastina, doxurubicina e cisplatina (protocolo conhecido como MVAC); e a combinação de gencitabina e cisplatina. Na maioria dos casos, esses protocolos atuam induzindo alterações no DNA e eventos moleculares que resultam em alterações no ciclo celular e apoptose, porém com alta atividade tóxica ao organismo. Nesse contexto, vários estudos vêm sendo realizados na tentativa de identificar compostos naturais com capacidade de inibir a proliferação celular e induzir a morte de células malignas, sem, no entanto, causar elevada toxicidade em células não neoplásicas. Com base em dados anteriores de nosso laboratório que evidenciaram a atividade antiproliferativa do isotiocianato de alila (AITC), o presente estudo propõe avaliar o efeito citotóxico e toxicogenético do tratamento combinado de AITC e cisplatina (CIS) em duas linhagens de carcinoma de bexiga: a RT4 (com o gene TP53 selvagem) e a UMUC3 (com TP53 mutado). Culturas celulares serão tratadas com a combinação do AITC e CIS (concentrações a definir em testes de citotoxicidade) e serão mensurados os seguintes parâmetros: citotoxicidade (teste MTS) sobrevivência clonogênica, danos primários no DNA (teste do cometa) e alterações cromossômicas (teste do micronúcleo). Espera-se que os resultados possam contribuir para a identificação de compostos naturais eficazes como adjuvantes na terapia do carcinoma urotelial, porém com menores efeitos tóxicos para o organismo.