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Tratamento intravesical da infecção do trato urinário recorrente em mulheres sem autocateterismo: revisão sistemática e metanálise

Processo: 19/23110-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marair Gracio Ferreira Sartori
Beneficiário:Bruno Monteiro Nunes
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ginecologia   Administração intravesical   Tratamento farmacológico   Sistema urinário   Mulheres   Meta-análise   Revisão sistemática

Resumo

A infecção do trato urinário (ITU) acomete quase metade das mulheres pelo menos uma vez durante sua idade reprodutiva, podendo envolver tanto o trato urinário inferior, afetando uretra e bexiga, como o superior, afetando os rins. A ITU resulta da interação entre os fatores biológicos (tamanho uretral reduzido, proximidade da uretra com a vagina e ânus e a perda do efeito do estrogênio na vagina e nas estruturas periuretrais) e comportamentais do hospedeiro (frequência de relações sexuais, número de parceiros, novos parceiros e o uso de espermicida e de diafragma) e a virulência do microrganismo. O mecanismo fisiopatológico mais comum é a colonização da vagina e da uretra distal por patógenos provenientes da flora fecal, sendo a E. coli responsável por 70 a 95% dos casos. Posteriormente, o patógeno ascende no trato urinário, ocupando toda a uretra e bexiga urinária, provocando a infecção. Os principais sintomas causados pela ITU são disúria, aumento da frequência urinária, urgência miccional e, em alguns casos, dor suprapúbica e hematúria. Nesse contexto, é possível observar que algumas pacientes são acometidas por ITU com maior frequência mesmo após tratamento prévio adequado. Quando ocorrem dois ou mais episódios de ITU em um período de 6 meses ou três ou mais em um período de 12 meses, o quadro é classificado como infecção do trato urinário recorrente (ITUR). A estratégia de tratamento da ITUR depende de diversas características clínicas individuais da paciente, como o número de recorrências de ITU por ano, seus fatores de risco além de suas preferências para vias de tratamento. No entanto, usualmente é utilizada a antibioticoterapia intermitente, prolongada para seu manejo. Outras opções de profilaxia incluem o uso de imunomoduladores ou cranberry. No entanto, algumas pacientes persistem com quadros infecciosos recorrentes, possivelmente em decorrência de infecção por bactérias multirresistentes ou alterações de trato urinário o que dificulta a ação e eficácia da terapia convencional.Assim, devido ao difícil manejo desses casos, buscam-se alternativas de tratamento, sendo uma delas a terapia intravesical. Essa via consiste na aplicação de medicamentos diretamente na bexiga, por meio de cateter introduzido pelo orifício uretral. Esse método vem sendo indicado, principalmente, nos casos de infecção por bactérias multirresistentes ou em pacientes com alterações anatômicas ou funcionais do trato urinário. Observa-se efeito importante sobre patógenos a nível local, ao mesmo tempo em que há menor absorção sistêmica e menos efeitos colaterais associados. As opções medicamentosas para uso intravesical disponíveis são ácido hialurônico, isolado ou associado ao sulfato de condroitina, além de antibióticos como gentamicina, polimixina ou neomicina.Embora a via intravesical seja mais invasiva, pode ser uma opção terapêutica eficaz para pacientes com infecção urinária recorrente de difícil controle. Portanto, ainda é preciso esclarecer a eficácia de cada um desses métodos, a fim de auxiliar o profissional da saúde em sua escolha terapêutica e de ampliar as taxas de sucesso no tratamento da ITUR, melhorando, assim, a qualidade de vida das pacientes.O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão sistemática, se possível, seguida de metanálise comparando a eficácia dos tratamentos intravesicais em relação ao tratamento convencionais na prevenção de ITUR em mulheres que não utilizam autocateterismo vesical.A questão de pesquisa a ser respondida neste projeto é: Qual é a eficácia do tratamento intravesical com gentamicina, com polimixina, com neomicina, com ácido hialurônico, isolado ou associado ao sulfato de condroitina, respectivamente, em relação à antibioticoterapia oral na prevenção de ITU em mulheres com ITUR que não utilizam autocateterismo vesical?A questão foi estruturada no formato PICOS (População, Intervenção, Comparador, Desfecho (Outcome) e tipos de estudo (Studies).

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