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Mário de Andrade: cenografia autoral (1917-1922)

Processo: 19/27051-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Vagner Camilo
Beneficiário:Marcelo Castro da Silva Maraninchi
Supervisor no Exterior: Michel Robert Jean Riaudel
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Paris-Sorbonne (Paris 4), França  
Vinculado à bolsa:17/26782-6 - Mário de Andrade: cenografia autoral (1917-1922), BP.DR
Assunto(s):Modernismo no Brasil   Poesia   Mário de Andrade   Cenografia

Resumo

Vista em conjunto, a complexa figuração autoral composta por Mário de Andrade (1893-1945) oferece uma perspectiva profícua de seu itinerário poético. Entre Há uma gota de sangue em cada poema (1917) e "Meditação sobre o Tietê", ao final de Lira paulistana (1946), são múltiplas as figuras assumidas por ele. Do poeta medroso e humilde, na estreia, ao bardo mestiço de seu poema-testamento, o autor elabora fartos dispositivos identitários: louco, arlequim, tupi de alaúde em punho, soldado raso da República, folião, dançarino, trezentos e cinquenta Mários. Este projeto se propõe a inventariar e analisar as imagens autorais do escritor modernista, focalizando a poesia composta por ele entre 1917 e 1922, que conforma os livros Há uma gota de sangue em cada poema, Pauliceia desvairada e Losango cáqui ou afetos militares de mistura com os porquês de eu saber alemão. A análise da figuração autoral deverá se dar em diálogo com a fatura dos poemas, as ideias estéticas de Mário de Andrade, bem como suas leituras, matrizes e trajetória no campo literário. A poesia reunida nos três volumes constitui o objeto central. De modo complementar, a pesquisa considerará cartas, poemas esparsos, artigos e crônicas na imprensa, manuscritos e documentos pessoais no arquivo do escritor, e notas de margem nos volumes de sua biblioteca, no patrimônio do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. O caráter híbrido da cenografia autoral - no qual se articulam, em tensão, elementos da vida e da obra, em linha com certo aspecto da modernidade artística - destaca-se sobretudo no estudo das cartas. (AU)