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Perspectivismo, incomensurabilidade e prazer em Platão

Processo: 19/13987-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marco Antônio de Ávila Zingano
Beneficiário:Pablo Souto Maior Harduin
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/05317-8 - Teorias da causalidade e ação humana na filosofia grega antiga, AP.TEM
Assunto(s):Filosofia antiga   Ética   Hedonismo   Platonismo   Prazer

Resumo

Proponho investigar nos Diálogos a tese segundo a qual os prazeres não-racionais são concebidos por Platão como capazes de produzir perspectivas incomensuráveis sobre a realidade, a verdade e o bem. O Górgias fornece os termos para o estabelecimento da assimetria entre as perspectivas do filósofo e do hedonista. A interpretação filosófica deste fenômeno é dada pela doutrina do perspectivismo platônico, encontrada no Fédon e República, pela qual a perspectiva do hedonista é caracterizada como produto de seu afastamento cognitivo da Realidade. A noção de prazeres falsos concebida em República IX e Filebo avança o ataque de Platão, garantindo a conclusão que o hedonismo apetitivo não configura ideal de vida para humanos, pois, sendo falsa a perspectiva produzida pelos desejos não-racionais, falsos também serão seus prazeres. A análise pretende reconstituir a reflexão de Platão sobre a natureza e as implicações do fenômeno hedônico não-racional em sua doutrina ética. (AU)