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O papel do módulo de controle traducional IMPACT/GCN1/GCN2 em Adenocarcinoma de Pâncreas

Processo: 19/09939-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Glaucia Noeli Maroso Hajj
Beneficiário:Bárbara de Bellis
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia molecular   Carcinoma ductal pancreático   Proteínas adaptadoras de transdução de sinal

Resumo

O Adenocarcinoma Pancreático é um dos tipos de Câncer que mais matam no mundo embora a incidência não seja tão alta quanto outros tipos de tumores sólidos. No Brasil, é responsável por 2% de todos os Cânceres e 4% das mortes por esta doença. A principal causa de tantas mortes é a dificuldade de um diagnóstico precoce e preciso, fazendo com que o Câncer seja descoberto já em estágios avançados. Como terapia, além do processo cirúrgico, podem ser utilizadas a quimioterapia e a radioterapia associadas ou não. Entretanto, mesmo com as opções de tratamentos disponíveis, boa parcela dos pacientes se apresenta resistente aos tratamentos. A maior parte dos estudos relacionados à essa doença são voltados principalmente para as alterações genéticas encontradas no tumor. O processo de tradução é uma função celular de grande importância que permite que a célula responda rapidamente à estímulos ambientais. A fosforilação da subunidade ± do IF2 é um dos principais focos de controle da tradução, sua fosforilação é feita por diversas cinases que respondem aos estímulos ambientais. GCN2 responde à falta de aminoácidos, fosforilando eIF2± e inibindo a tradução geral. GCN2 é regulada pela atividade de GCN1, sendo ativada quando se liga a GCN1. A proteína IMPACT também participa da regulação de GCN2, pela interação com GCN1. Quando IMPACT se liga à GCN1, impede a ligação desta proteína com GCN2, e esta, por sua vez, perde a atividade fosforiladora do eIF2±, estimulando a tradução. No portal cBioPortal foram encontradas alterações nos genes que codificam essas 3 proteínas em Adenocarcinoma de Pâncreas. No banco de dados do UT Southwester Medical Center, 23% dos casos apresentam alterações em um ou mais desses genes e as principais alterações foram encontradas no gene IMPACT (8,3% de deleções e 6,8% de amplificações. Diante da dificuldade de diagnóstico e principalmente de tratamento, é de grande relevância desvendar os mecanismos moleculares e procurar possíveis abordagens terapêuticas. Portanto, esse projeto busca entender o papel do módulo de controle traducional IMPACT-GCN1- GCN2 no Adenocarcinoma de Pâncreas. (AU)