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Determinação do potencial de nanopartículas lipídicas sólidas contendo própolis verde rica em artepelin C in vitro e na terapia tópica de feridas de ratos diabéticos infectadas com Staphylococcus aureus resistentes à meticilina

Processo: 19/14496-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Jairo Kenupp Bastos
Beneficiário:Fernando Pereira Beserra
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/04138-8 - Realização de estudos químicos, analíticos, biológicos, farmacológicos e tecnológicos para preenchimento das lacunas no desenvolvimento do setor de própolis brasileiro, AP.TEM
Assunto(s):Nanopartículas   Produtos naturais   Staphylococcus aureus   Artepelin C

Resumo

A dificuldade de cicatrização de feridas é uma das principais complicações decorrentes do Diabetes mellitus (DM), causada pelo elevado nível de estresse oxidativo e a persistência do processo inflamatório. Esse processo pode ter um comprometimento maior quando associado à infecção por bactérias, como Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA), agravando o quadro, que é responsável por um grande número de amputações. Assim, a busca por novos agentes terapêuticos é primordial, e o uso de plantas e produtos naturais de origem vegetal, têm se tornado uma alternativa ao uso de antibióticos e cicatrizantes convencionais. A própolis verde, originária do alecrim do campo (Baccharis dracunculifolia), destaca-se pela composição de cerca de 16 compostos fenólicos com a presença majoritária de flavonóides, como a Artepelin C, a qual tem sido objeto de diversos estudos farmacológicos devido às suas variadas propriedades biológicas, como antioxidante, anti-inflamatória e anti-tumoral, sendo considerada uma importante alternativa terapêutica do ponto de vista econômico, por ser farmacologicamente eficiente e de fácil obtenção. Entretanto, devido as características físico-químicas desfavoráveis, seu uso direto em formulação tópicas pode ser restrito. Dessa forma, o uso da nanotecnologia se torna um aliado para vencer essas limitações e possibilitar o encapsulamento de extratos de plantas e/ou substâncias isoladas. Neste projeto, será investigado a ação cicatrizante de nanopartículas lipídicas sólidas (NLS) contendo fração da própolis verde rica em Artepelin C (PVArtC) em modelos experimentais in vitro e in vivo. Inicialmente, serão realizados os testes de citotoxidade, cicatrização de feridas, retenção e permeação cutânea in vitro. Posteriormente aos ensaios in vitro, serão realizados os estudos in vivo, utilizando ratos Wistar machos que serão randomicamente divididos em sete grupos experimentais (n=7). A indução experimental de diabetes será por única aplicação intraperitoneal de estreptozotocina na dose de 55 mg/kg. Após comprovado o estado diabético dos animais, procederá a anestesia e, posteriormente, a confecção de feridas na região dorsal com o auxílio de um punch de 3 cm de diâmetro. Em seguida, o inóculo bacteriano (S. aureus (ATCC 25923) resistente à meticilina) será injetado na lesão cirúrgica dos animais e após 24 horas da inoculação, será coletado o primeiro swab para a comprovação de contaminação da ferida. As lesões serão tratadas duas vezes ao dia durante 21 dias. A área das feridas será medida diariamente para verificar a redução macroscópica e o aspecto clínico das lesões. Após a eutanásia, as feridas serão destinadas à análises histopatológicas, bioquímicas, imunoenzimática e moleculares. Este trabalho é parte integrante do projeto temático aprovado pela FAPESP (Processo FAPESP: 2017/04138-8): "Realização de estudos químicos, analíticos, biológicos, farmacológicos e tecnológicos para preenchimento das lacunas no desenvolvimento do setor de própolis brasileiro".