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Influência do estresse crônico sobre o estresse oxidativo na mucosa bucal e em carcinomas espinocelulares de boca

Processo: 19/14257-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Daniel Galera Bernabé
Beneficiário:Rosani Belzunces Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia   Neoplasias bucais   Carcinoma de células escamosas   Estresse psicológico   Estresse oxidativo   Transformação celular neoplásica   Histopatologia   Reações bioquímicas   Ratos Wistar

Resumo

A exposição a eventos potencialmente estressores durante a infância pode promover alterações biológicas e psicológicas que persistem na fase adulta. Estudo recente de nossa equipe mostra que o estresse crônico induzido em fase precoce de vida (EPV) pode aumentar a ocorrência e progressão do câncer de boca em ratos submetidos a carcinogênese bucal. Entretanto, os mecanismos associados aos efeitos do EPV sobre a carcinogênese bucal são pobremente conhecidos. Sendo assim, o objetivo do presente estudo será avaliar o impacto do EPV sobre o estresse oxidativo no tecido lingual normal e no CEC de boca induzido quimicamente. Para isto, utilizaremos ratos machos Wistar divididos em 4 grupos: 1) Controle; 2) ratos submetidos somente ao EPV; 3) ratos submetidos somente à carcinogênese bucal; e 4) ratos submetidos ao EPV e à carcinogênese bucal. O EPV será induzido nos grupos 2 e 4 separando-se as ninhadas de suas mães diariamente durante 3h, do dia 1 ao 21 pós-natal. Ao completarem 90 dias de vida, os animais dos grupos 3 e 4 serão tratados com 4NQO diluído na água de beber durante 120 dias para indução da carcinogênese bucal. Os animais dos grupos 1 e 2 terão acesso ad libitum à água de beber. Após o período experimental, todos os animais serão eutanasiados e fragmentos da língua de todos os grupos experimentais serão coletados para análise histopatológica e para análise bioquímica. Os níveis de estresse oxidativo no tecido lingual normal (grupos 1 e 2) e no tecido tumoral (grupos 3 e 4) serão avaliados por ensaio imonoenzimático analisando os marcadores radical superóxido (O2-), peróxido de hidrogênio (H2O2) e radical hidroxila (OH-) e a capacidade antioxidante total (CAT). Testes estatísticos específicos serão utilizados para avaliar se o EPV influência os níveis de estresse oxidativo da língua normal e do CEC de boca induzido quimicamente. Com este estudo esperamos compreender novos parâmetros sobre a associação entre o EPV e o processo de carcinogênese.