Busca avançada
Ano de início
Entree

Sensibilidade de Alternaria alternata, agente causal da mancha marrom em tangerinas, a fungicidas do grupo dos inibidores da desmetilação do carbono 14

Processo: 19/26241-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:Mateus Gall Amin
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Controle químico   Diagnóstico fitossanitário   Alternaria   Pomares   Tangerina   Quinonas   Fungicidas   Técnicas in vitro

Resumo

A mancha marrom das tangerinas, causada por Alternaria alternata, é o principal problema fitossanitário da cultura no Estado de São Paulo. As duas principais variedades cultivadas, a tangerina 'Ponkan' e o tangor 'Murcott' são altamente suscetíveis ao patógeno e o controle da doença depende da aplicação frequente de fungicidas. Em 2017, vários produtores de tangerina relataram falhas no controle da doença, mesmo após aplicações sucessivas de fungicidas do grupo dos inibidores da quinona externa (IQe), popularmente conhecidos como estrobilurinas. Recente trabalho realizado pela ESALQ, em conjunto com o Fundecitrus e a APTA de Sorocaba, constatou resistência a azoxistrobina e a piraclostrobina (fungicidas do grupo IQe) em isolados de A. alternata coletados em pomares de nove municípios do Estado de São Paulo. A frequência da resistência foi elevada: 73% dos isolados foram resistentes a piraclostrobina e 87%, a azoxistrobina. Como os fungicidas do grupo IQe registrados para o controle de A. alternata em tangerinas são formulados em mistura com fungicidas do grupo dos Inibidores da Desmetilação do Carbono 14 (IDM), aventou-se a possibilidade de os isolados resistentes aos fungicidas IQe também apresentarem baixa sensibilidade aos fungicidas do grupo IDM. Dessa forma, este trabalho propõe a avaliação da sensibilidade de 95 isolados, já testados para fungicidas IQe, a fungicidas do grupo IDM. Serão utilizados 5 isolados do patógeno coletados em 2003 e 2004, não expostos aos fungicidas IDM, e 90 isolados coletados em 2017 e 2018, cuja sensibilidade a fungicidas IQe já foi caracterizada. Os isolados estão preservados na ESALQ e são provenientes de populações coletadas em pomares de tangerina localizados nos municípios de Socorro, Buri e Bariri. Será determinada a dose em que os fungicidas tebuconazol e difenoconazol inibem 50% do crescimento micelial de cada isolado de Alternaria alternata. No caso de constatação de resistência in vitro, os isolados resistentes, assim como os isolados coletados em 2003 e 2004 serão inoculados em folhas de tangerina, após a aplicação dos fungicidas na dose de campo, para verificar a 'resistência prática'. Por fim, a eficiência dos fungicidas formulados em mistura será verificada em plantas envasadas conduzidas em casa-de-vegetação.