Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeito de mutações no gene Aire (Síndrome APS1) induzidas por CRISPR-Cas9 na conformação da proteína, no transcriptoma de células mTEC e na sua interação com timócitos

Processo: 19/23448-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Eduardo Antônio Donadi
Beneficiário:Ana Carolina Monteleone Cassiano
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/10780-4 - Efeito de mutações no gene AIRE (síndrome APS1) induzidas por CRISPR-Cas9 na conformação da proteína, no transcriptoma de células mTEC e na sua interação com timócitos, AP.TEM
Assunto(s):Imunogenética   Mutação   Poliendocrinopatias autoimunes   CRISPR-Cas9   Transcriptoma   Timócitos

Resumo

O gene Autoimmune regulator (Aire) (cromossomo 21q22.3 humano e 10qC1 murino Mus musculus), é um controlador da tolerância imunológica central e do surgimento de doenças autoimunes. A sequência de Aire apresenta ~80% de similaridade homem-camundongo e este gene regula a transcrição de genes de autoantígenos de tecidos periféricos (PTAs do inglês peripheral tissue antigens) em células tímicas epiteliais medulares (mTECs do inglês medullary thymic epitelial cells). Esse fenômeno foi denominado de PGE (do inglês Promiscuous Gene Expression.). O significado da PGE é imunológico, ou seja, a representação do próprio no timo. Já foram descritas mais de 100 mutações recessivas no gene Aire humano, muitas das quais estão associadas a manifestações da síndrome autoimune poli glandular do tipo 1 (APS1) (associação genótipo-fenótipo) (OMIM # 240300). A proteína Aire funciona em conjunto com vários "parceiros" (ex. DNA-PK, Sirt1 ...) na etapa de elongação da transcrição liberando a RNA Pol II ancorada às regiões promotoras de PTAs e de outros genes. Os genes controlados por Aire são referidos como Aire-dependentes. Recentemente, descobriram que o gene Fezf2 controla, no timo, a expressão de outro conjunto de genes de PTAs (Fezf2-dependentes). Nosso grupo trabalha com a expressão de Aire e PGE em células mTEC murinas e já evidenciamos que variações na expressão de Aire estão associadas a mudanças na PGE, no controle pós-transcricional de PTAs e no surgimento de diabetes autoimune do tipo 1 em camundongos NOD. Além disso, atribuímos duas "novas" funções ao gene Aire: 1) regulação da expressão de microRNAs (miRNAs) em mTECs e 2) controle da adesão mTECs-timócitos. Além disso, observamos algumas propriedades interessantes das mTECs: 1) quando essas células são cultivadas junto com timócitos (co-cultura como sistema modelo da adesão mTECs-timócitos), há aumento na expressão de Aire e também de CD80, MHC-II e Fezf2 e 2) a indução de mutação no exon 3 de Aire por meio do sistema CRISPR-Cas9 perturba o aparecimento da proteína Aire no núcleo das células mTEC e além disso, diminui a adesão dessas células com timócitos. Estes achados abriram perspectivas importantes para entendermos melhor a biologia das células mTEC e explorar pontos ainda elusivos. (AU)