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Estratégias de uso de nitrogênio em excesso no solo por espécies da Floresta Atlântica sob a influência de alta temperatura

Processo: 19/19058-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Marisa Domingos
Beneficiário:Regina Rodrigues Calixto
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bioquímica do solo   Análise do solo   Aquecimento global   Alta temperatura   Nitrogênio   Mata Atlântica

Resumo

Apesar da deposição antrópica de compostos solúveis de N e o aquecimento da atmosfera já terem sido comprovados no entorno de remanescentes urbanos de Floresta Atlântica em São Paulo, pouco se conhece sobre os efeitos desses distúrbios ambientais sobre os processos biogeoquímicos no solo e sobre o metabolismo de N nas espécies presentes nesses remanescentes florestais. Sendo assim, o presente estudo foi proposto com os objetivos de: 1) verificar se há aumento da biodisponibilidade de NH4+ e NO3- no solo e das concentrações de N solúvel nas raízes e folhas de plantas jovens de liana, uma espécie arbórea pioneira e uma espécie arbórea não pioneira, quando cultivadas em vasos contendo solo superficial proveniente de um fragmento urbano de Floresta Atlântica, após adição de nitrogênio; 2) verificar se o nível de atividade de nitrato redutase, glutamina sintetase e glutamato desidrogenase, as concentrações de aminoácidos e clorofilas em raízes e/ou folhas diferem entre as referidas espécies; 3) verificar se as proporções entre NH4+ e NO3- no solo e se as estratégias de aproveitamento dessas formas solúveis de N pelas três espécies são alteradas pelo aumento da temperatura do ar. Serão realizados três experimentos independentes (um para cada espécie) em uma câmara de crescimento, subdividida em dois ambientes autônomos, denominados câmara 1 e câmara 2. Na câmara 1, as plantas serão mantidas em termoperíodo de 26ºC dia/19ºC noite e na câmara 2, em termoperíodo de 30ºC dia/23ºC noite. As demais variáveis meteorológicas não variarão entre as câmaras. Cada experimento será iniciado com 96 plantas por câmara, sendo 48 plantas cultivadas em solo de floresta urbana sem adição de N e 48 plantas cultivadas no mesmo solo com adição de N, compondo-se 4 réplicas inteiramente casualizadas por tratamento, com 12 plantas cada. Serão retiradas 3 mudas por réplica de tratamento aos 7, 14, 21 e 28 dias de experimento. Raízes e folhas destas serão reunidas de modo a obter 4 amostras mistas de ambos os órgãos por tratamento a cada 7 dias. Ao iniciar cada experimento, 12 mudas adicionais dos 2 tratamentos de solo formarão grupos de plantas T0. As amostras mistas de raízes e folhas serão analisadas quanto à atividade da enzimas nitrato redutase, glutamina sintetase e glutamato desidrogenase e concentrações de clorofilas a e b, aminoácidos livres e concentrações de N-NH4 e N-NO3. O solo utilizado para crescimento das 3 mudas por réplica de tratamento a serem retiradas aos 7, 14, 21 e 28 dias de experimento também será reunido para compor 4 amostras mistas por tratamento e por semana para análise das concentrações de NH4+ e NO3-. Os dados serão submetidos a análise de variância com três fatores (Fator 1: temperatura; fator 2: tratamento de solo; fator 3: tempo). Serão estabelecidas associações entre variáveis medidas nas plantas e no solo. (AU)