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A República Popular da China na perspectiva do governo Geisel (1974-1979): o Itamaraty e os órgãos de inteligência

Processo: 19/19487-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Alexandre Luis Moreli Rocha
Beneficiário:Leonardo Façanha Derenze
Instituição-sede: Instituto de Relações Internacionais (IRI). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Política externa   Ditadura   Processo político   Serviços de inteligência   China   Brasil

Resumo

Esse projeto pretende estudar as relações entre o Brasil e a República Popular da China (RPC) durante o período do governo Geisel (1974-79) a partir das perspectivas formuladas pelos órgãos de inteligência do regime militar brasileiro. Tendo em vista a relevância das avaliações desses órgãos para o processo político decisório num contexto regional de ditaduras anticomunistas e num global de Guerra Fria, no qual operam tensões entre o Ocidente e a RPC, procuraremos investigar quais visões foram formuladas e propagadas por esses órgãos. A historiografia da política externa brasileira muito se pautou em formular grandes enquadramentos políticos e econômicos para explicar a inserção internacional do país, estando a produção relativa ao período da Ditadura Militar (1964 - 1984) circunscrita, em geral, a essa mesma delimitação. Estudos mais recentes inserem nas investigações sobre a política externa do regime militar questões relativas às atividades transnacionais de vigilância e repressão, mais notadamente a participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) na formulação e execução de tais atividades. Essa apuração beneficia-se, hoje, de alargado acesso à documentação, com fontes divulgadas pelo trabalho da Comissão Nacional da Verdade (2011 - 2014), dentre outras. Nesse sentido, o estudo visa lançar luz a lacunas da literatura sobre política externa brasileira, ampliar a compreensão sobre o funcionamento dos órgãos de inteligência durante a Ditadura Militar, além de oferecer uma contribuição aos estudos das relações entre a América Latina e a RPC, ainda muito circunscritos aos países do Oceano Pacífico.