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Sinalização química via sensor histidina quinase QseC e virulência na cepa protótipo Escherichia coli enteroagregativa 042

Processo: 19/24231-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Cristiano Gallina Moreira
Beneficiário:Carollina Mazza Abramo Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia   Micro-organismos   Virulência   Histidina quinase   Escherichia coli   In vivo   Ensaio clínico

Resumo

Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) é um importante patógeno bacteriano responsável por casos de diarreia aguda e persistente, em todo o mundo. Até o momento, foram descritos inúmeros fatores de virulência para esse patótipo, tanto de origem plasmidial quanto cromossomal. No entanto, os isolados apresentam conjuntos distintos desses fatores, evidenciando assim, um grupo extremamente heterogêneo. Contudo, a formação de um espesso biofilme, é uma característica sempre presente nessa categoria. Dentre os mecanismos de sobrevivência empregados por bactérias, encontram-se a sinalização química mediada por sistemas de 2-componentes. Em enterobactérias, está amplamente distribuído o sistema QseBC, atuando diretamente na regulação da expressão de genes de virulência de diversos patógenos humanos, tais como Escherichia coli enterohemorragica, Salmonella Thipymurium, entre outros. QseC, o sensor de membrana interna bacteriana, responde aos hormônios de estresse do hospedeiro, Epinefrina (Epi) e Norepinefrina (NE), assim como ao Autoindutor-3 (AI-3), produzido por bactérias. Desse modo, ocorre a ativação do seu regulador de resposta citoplasmático QseB, resultando em uma cascata regulatória, diretamente envolvida no desenvolvimento da patogênese. O objetivo deste estudo é investigar a sinalização química mediada pelo sensor histidina quinase QseC na virulência da cepa protótipo EAEC 042, in vitro e in vivo, utilizando o modelo alternativo de Galleria mellonella. Será realizado o nocaute gênico de qseC via vetor suicida pJP5603, para caracterização fenotípica, além de ensaios in vivo para avaliar o curso da infecção na ausência de qseC. Os resultados aqui obtidos contribuirão para elucidar o papel desse sensor na patogênese da EAEC 042, abrindo perspectivas para o estudo de um novo alvo nessa categoria e desenvolvimento de terapias posteriormente.