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Efeito da predação por peixes planctívoros e macroinvertebrados sobre a diversidade funcional do zooplâncton em lagos rasos subtropicais

Processo: 19/24576-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Maria Stela Maioli Castilho Noll
Beneficiário:Pedro Henrique Ribeiro Morari
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Ecossistemas aquáticos   Diversidade funcional   Zooplâncton   Predação   Seletividade   Análise de variância

Resumo

Lagos rasos são ecossistemas aquáticos que abrangem uma grande variedade de comunidades. Dentre essas, a comunidade zooplanctônica é umas das principais que exerce um papel fundamental na estruturação das teias alimentares. A regulação da comunidade zooplanctônica, nas teias alimentares, é feita pela predação por peixes e macroinvertebrados. Os peixes realizam sua predação por meio de uma natação ativa, predando todas as presas que conseguirem visualizar. Enquanto que os camarões são mais oportunistas, vivem associados as macrófitas e predam espécies de zooplâncton menores e de movimento lento. Portanto, o fenômeno da predação na comunidade zooplanctônica não está associado apenas da forma como o predador captura a presa, mas também das características da própria presa, tais como traços morfológicos, fisiológicos e comportamentais das próprias, que caracterizam seus traços funcionais. Diante disso, o projeto tem como objetivo avaliar o efeito da predação por peixes e macroinvertebrados na diversidade funcional da comunidade zooplanctônica em lagos rasos subtropicais. Para atingir o objetivo, serão utilizadas as amostras obtidas de experimentos realizados pelo Dr. Carlos Iglesias, que foram realizados nos lagos Blanca, Nutria e Diário, e consistiu na montagem de mesocosmos com quatro tratamentos distintos: Tratamento apenas com peixes planctívoros (P), tratamento apenas com macroinvertebrados (INV), tratamento com ambos os predadores (P + INV), e um tratamento sem nenhum predador (CON). Foram realizadas duas coletas, uma no início e uma no final do experimento (49 dias). Em ambas as coletas serão comparadas as alterações na diversidade funcional do zooplâncton. As espécies serão contadas, identificadas até nível espécie e classificadas de acordo com seus traços funcionais. Para as análises estatísticas, as diferenças nas abundâncias dos grupos funcionais e dos índices de diversidade funcional entre os tratamentos, serão testadas a normalidade dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk, quando necessário serão submetidos a normalização dos dados por meio log (x + 1). Posteriormente, Análises de variâncias (ANOVA) poderão ser realizadas seguidas de Teste pos hoc para dados paramétricos. Dados não paramétricos serão avaliados pelo teste de comparações Kruskal-Walis.

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