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Avaliação de formas de cálculo de tamanho de amostra em ensaios clínicos e aplicativo para a divulgação

Processo: 20/00607-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Probabilidade e Estatística - Probabilidade e Estatística Aplicadas
Pesquisador responsável:Fausto Feres
Beneficiário:Camila Cristina Francisquetti
Instituição-sede: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Fundação Adib Jatene (FAJ). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50342-6 - Plano de desenvolvimento institucional em pesquisa (PDIp), AP.PDIP
Assunto(s):Estatística aplicada   Amostragem   Ensaio clínico   Doenças   São Paulo (SP)

Resumo

Ao se levantar uma hipótese em estudos clínicos, existem unidades portadoras das respostas de interesse. Por exemplo, sob a hipótese de que a escolaridade influencia a prevalência de uma determinada doença na cidade de São Paulo, os moradores desta cidade são as menores unidades portadoras da informação de interesse. A reunião dessas unidades forma o que chamamos de população, que é a entidade sobre a qual se quer inferir, ou seja, sobre a qual são formuladas as hipóteses. Para tomar conclusões sobre a população bastaria, portanto, avaliar todas as suas unidades elementares. Porém, a população completa raramente é acessível. Toma-se, então, uma porção desta população para representá-la. A esta porção damos o nome de amostra. Para determinarmos qual o tamanho da amostra seria suficiente para fazer conclusões sobre a população, primeiro pensaremos nos casos extremos: uma amostra de um único indivíduo não conterá informação razoavelmente robusta para fazer inferência; na outra ponta, uma amostra contendo todos os indivíduos seria ótima, afinal, esta amostra seria a própria população. Porém, como sabemos, observar toda a população raramente é viável. Ambos extremos não são, portanto, adequados. É necessário pensar em um meio termo para amostra, que carregue informações robustas para a população e que seja viável. O limite viável para um tamanho de amostra está diretamente ligado ao delineamento e orçamento do estudo clínico. Precisa-se pensar no tempo ao qual o estudo se dedica à coleta de amostra e qual é a capacidade de amostragem. Destas informações se obtém um teto para o tamanho da amostra a ser calculado. Neste ponto da elaboração da amostra pergunta-se: existe um tamanho de amostra que não supere este teto e que será capaz de evidenciar, com robustez, a favor ou contra as hipóteses levantadas sobre a população? A resposta a esta pergunta depende de várias outras suposições. A primeira e mais importante é a prévia da proposta de análise estatística a ser feita. Para cada análise que se pretende fazer, a recomendação de amostra é diferente. Portanto, existe uma reversão cronológica do desenho experimental no que diz respeito à amostragem. Não havendo informação sobre as análises que serão feitas, não é possível determinar tamanho de amostra. Entretanto, comumente, usam-se indiscriminadamente fórmulas para cálculo de tamanho de amostra desconsiderando essas informações. O grande problema deste mau uso de fórmulas para cálculo de tamanho de amostra é que não se tem garantia de que a amostra determinada é suficiente para responder razoavelmente às hipóteses levantadas. (AU)