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Dinâmica vegetacional e climática no Holoceno do Vale do rio Peruaçu, Minas Gerais, Brasil: evidências palinológicas

Processo: 19/25480-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Paulo Eduardo de Oliveira
Beneficiário:João Paulo de Souza Bueno
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50085-3 - PIRE: educação e pesquisa em clima das Américas usando os exemplos de anéis de árvores e espeleotemas (PIRE-CREATE), AP.TEM
Assunto(s):Palinologia   Paleopalinologia   Sítios arqueológicos   Clima   Sedimentos   Holoceno   Cerrado   Caatinga

Resumo

O presente projeto de Iniciação Científica, vinculado ao Projeto Temático FAPESP-NSF PIRE2017 (Partnership for International Research and Education) Proc. 2017/50085-3, tem como principal objetivo analisar o componente palinológico, ou seja os grãos de pólen e esporos, contidos nos sedimentos da Lagoa Azul, localizada no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Entre os objetivos deste estudo está o teste das seguintes hipóteses vegetacionais e climáticas: H1. Os espectros polínicos do Holoceno do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu estão em consonância com os registros de ´18O a ser realizado por pesquisadores no Projeto Temático Piree confirmam momentos de alto umidade em áreas do Brasil durante intensificação do SAMS (sigla em inglês para o Sistema de Monção Sul Americana); H2. O mosaico ou ecótono Caatinga/Cerrado manteve-se florísticamente intacto durante os últimos milhares de anos; H3. Não houve alteração significativa na florística e na cobertura vegetal durante os eventos climáticos LIA (Pequena Idade do Gelo, na sigla em inglês) e MCA (Anomalia Climática Medieval, na sigla em inglês); H4. Os cinco eventos abruptos de precipitação anômala, indicados pela posição de troncos de árvores a vários níveis acima do nível atual do Rio Peruaçu e preservados em cavernas da região, são identificados na análise palinológica e H5. A presença humana, evidenciada pelo aumento significativo de micropartículas de carvão e indicada pela existência de vários sítios arqueológicos no Parque Nacional Cavernas do Vale do Peruaçu, não afetou de forma significativa a composição florística e à estrutura da vegetação local nos últimos milhares de anos. (AU)