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MiRNA 194 na regulação da reposta imunológica de células mononucleares do sangue periférico na Leishmaniose Canina

Processo: 19/14894-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Valéria Marçal Felix de Lima
Beneficiário:Sidnei Ferro Costa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Imunidade celular   MicroRNAs   Genes   Sangue   Células mononucleares   Leishmaniose visceral   Cães   Leishmaniose visceral animal

Resumo

Os cães domésticos são os principais reservatórios urbanos de Leishmania infantum, o agente causador da Leishmaniose Visceral (LV) nas Américas. Em regiões endêmicas para LV, o numero de casos em humanos é associado com a taxa de infecção canina. As drogas atualmente disponíveis não são eficientes no tratamento da Leishmaniose Canina (CanL) e meses após o tratamento a maioria dos cães apresentam recidivas da doença, indicando a necessidade do desenvolvimento de novas drogas ou novas estratégias terapêuticas. Na CanL, os cães doentes montam uma resposta imune celular (Th1) ineficiente para combater o parasita concomitante ao aumento da resposta imune humoral (Th2). Os microRNAs (miRNAs) são RNAs pequenos, não codificantes, envolvidos na regulação da expressão gênica e tradução de proteínas envolvidas na regulação da resposta imunológica. Vários estudos tem demonstrado os miRNAs como reguladores chave das respostas celulares nas infecções por Leishmania spp. O miR194 tem sua expressão aumentada no sangue de cães com Leishmaniose e foi correlacionado ao aumento da carga parasitária. O miR-194 está envolvido na regulação de genes relacionados com a resposta imune. Dentre os genes alvos, o gene MAPK1 esta envolvido na regulação dos fatores de transcrição T-bet relacionado à resposta Th1, GATA3 a resposta Th2 e FoxP3 a células Treg. O gene SOCS2 regula negativamente a expressão de citocinas Th1 (TNF-± e IFN-y) e Th2 (IL-4 e IL-10). Já o gene TRAF6, regula negativamente a expressão das citocinas pro-inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-± e TGF-²) além da expressão de iNOS. Portanto, serão utilizadas ferramentas moleculares para aumentar ou diminuir miR194 e será analisado seu papel funcional na expressão de fatores de transcrição e citocinas relacionadas as respostas Th1 e Th2 e a ativação de mecanismos leishmanicidas em células mononucleares do sangue periférico e posteriormente a correlação com a carga parasitária. O melhor conhecimento dos mecanismos moleculares pelo qual o parasita consegue evadir a resposta imunológica do hospedeiro, pode tornar possível a identificação de futuros alvos terapêuticos para o tratamento da CanL. (AU)