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Identificação das fontes de MP2.5 em São Paulo

Processo: 19/16885-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia
Pesquisador responsável:Maria de Fátima Andrade
Beneficiário:Carlos Eduardo Souto de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/18438-0 - Área Metropolitana de São Paulo: abordagem integrada mudanças climáticas e qualidade do ar, METROCLIMA MASP, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Química atmosférica   Aerossóis   Poluentes atmosféricos   Gases do efeito estufa   Carbono   Metano   Ozônio   São Paulo

Resumo

As áreas urbanas em todo o mundo estão em expansão e são reconhecidas como fontes importantes de gases de efeito estufa e de poluentes climáticos de tempo de vida curto (SLCP). Os SLCP são gases e partículas que também são responsáveis pelas mudanças climáticas, e que possuem tempo de vida menor que 20 anos. As emissões, e concentrações atmosféricas destas espécies serão afetadas pelas mudanças climáticas, especificamente pela temperatura e por eventos hidrometeorológicos extremos. Uma redução drástica das emissões dos GHG e dos SLCP é necessária para atingir os objetivos assinalados pelo acordo COP21. O impacto no clima da megacidades e aglomerados urbanos está bem estabelecido já que uma fração significativa das emissões acontece nesses ambientes. De fato, as áreas urbanas constituem também uma fonte majoritária de poluentes do ar (relacionados com a produção de energia, transporte e disposição de resíduos). Um dos grandes desafios é encontrar estratégias que ao mesmo tempo que melhorem a qualidade do ar também limitem o forçamento radiativo. São Paulo é a mais importante megacidade na América do Sul e pode dessa forma ser considerada com um laboratório para uma abordagem integrada do impacto na atmosfera das fontes de GHG (CO2, N2O, e CH4) e de outras espécies de ação radiativa, os SLCP. Neste projeto iremos focar no black carbon, metano e ozônio troposférico, constituintes do SLCP e no feedback da mudança climática na qualidade do ar. Para avaliar o impacto no clima das emissões da megacidade de São Paulo, o primeiro passo é avaliar as fontes de GHG e SLCP. Todas as estimativas das emissões de GHG são baseadas em estimativas bottom-up realizadas a partir da extrapolação de observações limitadas de fluxos e informações econômicas. Estas estimativas de emissões nunca foram observadas e associadas com as observações de superfície e dados de satélite. Neste projeto iremos seguir linhas de projetos internacionais para avaliação do impacto da megacidade de São Paulo em termos do impacto de emissões de gases de efeito estufa e poluentes radiativos de tempo de vida curto. Para isso serão realizadas medidas em superfície de GHG e SLCP, medidas de fluxo de GHG e combinação com dados de satélite e integração em superfície com sensores FTIR. (AU)