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Avaliação epidemiológica dos pacientes admitidos com doença renal aguda e crônica no Pronto Socorro e enfermarias do Hospital das Clínicas da Faculdade de medicina da USP

Processo: 19/08646-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Lucia da Conceição Andrade
Beneficiário:Guilherme de Oliveira Lopes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Epidemiologia   Nefrologia   Lesão renal aguda   Insuficiência renal crônica   Prevalência   Fatores epidemiológicos   Registros eletrônicos de saúde

Resumo

Nos últimos anos, com o uso da tecnologia a favor da coleta de dados epidemiológicos, percebe-se um aumento nítido na prevalência da Injúria Renal Aguda (IRA) em diversas partes do mundo. Em países com certo grau de desenvolvimento, isto se relaciona ao crescimento da sobrevida da população, a qual está associada a um maior número de hospitalizações, que acrescem os riscos de sepse, ao uso de exames contrastados e às comorbidades que acompanham o envelhecimento, tornando necessário o uso de drogas, que podem ser nefrotóxicas. O Brasil, país em desenvolvimento que se encaixa nesse contexto, apresenta um grande número de fatores desencadeantes para o aumento da incidência de IRA, que se centram em um sistema de saúde desorganizado somado à coleta de dados ineficiente. De forma diferente do Brasil, países desenvolvidos como os EUA, Inglaterra e Japão, apresentam um estudo detalhado quando à estatística da doença e de suas causas, que convergem para uma melhor eficácia no combate da moléstia em questão. Sendo a IRA associada ao aumento da mortalidade e dos custos de internação, reitera-se a necessidade de um estudo de seus fatores desencadeantes. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é maior centro terciário de atendimento de pacientes com IRA na América Latina, no entanto ainda lida com problemas de infraestrutura que dificultam seu estudo epidemiológico. Apesar de apresentar prontuário eletrônico, o local ainda utiliza fichas de papel, dado que o serviço de wi-fi do local ainda é incipiente. Desta forma, no âmbito interno do HC da Faculdade de Medicina da USP, tem-se a finalidade de detalhar as características dos pacientes aqui internados de forma a aperfeiçoar as condutas de tratamento da IRA, através de dados obtidos nas enfermagens e prontos socorros, durante os anos de 2016 a 2018. Os dados referidos foram transformados em planilhas de Excel e podem apresentar importância internacional, dada a crescente pesquisa relacionada à IRA e a contribuição do Brasil nos estudos BESTA Doença Renal Crônica (DRC), apesar de ter sua prevalência mais acentuada em países desenvolvidos, não deixa de ser alvo dos estudos do trabalho. Da mesma forma que a IRA no Brasil, dados epidemiológicos ainda são incertos, o que dificulta a busca preventiva para a doença em questão. Apresenta como principais grupos de risco hipertensos e diabéticos, grupo de doenças de maior incidência com o aumento de idade e facilmente mitigáveis com uma atenção primária eficaz. Em seus estágios mais avançados pode requisitar terapia de substituição renal, que além de apresentar custos elevados, ainda é ineficiente no Brasil. Um estudo estatístico detalhado da DRC pode, além de reduzir custos para saúde do país, uma vez que em seus estágios mais avançados requerem tratamentos de alto custo, auxiliar a área básica no tratamento de suas principais causas base. Nos propomos a estudar os pacientes admitidos no Pronto Socorro e pacientes de enfermaria do Hospital das Clínicas da FMUSP que desenvolvem ou são admitidos com IRA ou DRC. Avaliaremos o perfil epidemiológico destes pacientes.