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Avaliação do potencial de cicatrização de biocurativos de células mesenquimais em matriz de hidrogel para o tratamento de úlceras cutâneas induzidas em camundongos diabéticos

Processo: 19/22013-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Daniela Carlos Sartori
Beneficiário:Gabriel Martins da Costa Manso
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças endêmicas   Diabetes mellitus   Células-tronco mesenquimais   Cicatrização   Hidrogéis   Úlcera cutânea   Terapia baseada em transplante de células e tecidos   Hiperglicemia

Resumo

O diabetes mellitus (DM) é uma doença endêmica e uma das principais causas de morte no mundo. A hiperglicemia causa complicações micro e macrovasculares, e as consequências envolvem, dentre outras, úlceras crônicas e amputações. Como a cicatrização de feridas envolve eventos altamente regulados e sincronizados, as deficiências vasculares, proliferativas e imunes do DM afetam diretamente esse processo levando a úlceras que não cicatrizam, ou que levam muito tempo para cicatrizar. O tratamento atual para essas úlceras nem sempre é efetivo, culminando em altas taxas de amputações, infecções generalizadas e mortalidade. A terapia celular e a engenharia de tecidos são algumas das alternativas recentes que visam contornar os distúrbios celulares e moleculares da cicatrização em diabéticos. Existem alguns estudos utilizando a aplicação de células envolvidas nos eventos de cicatrização, como células mesenquimais e fibroblastos, as quais são aplicadas diretamente nas bordas das úlceras ou associadas a matrizes, como hidrogéis. Dessa forma, o objetivo do presente estudo será analisar a relevância da modulação da cicatrização em animais diabéticos por células mesenquimais associadas à matriz de hidrogel. Para isso, biocurativos de matriz de hidrogel contendo células mesenquimais serão confeccionados por bioimpressão 3D e fornecidos pela startup In Situ - Terapia Celular, os mesmos serão aplicados em úlceras experimentais em camundongos diabéticos induzidos por estreptozotocina. O processo cicatricial das úlceras tratadas ou não com biocurativos contento células mesenquimais será avaliado histologicamente em camundongos diabéticos e não-diabéticos. Em paralelo, será realizada a quantificação de fatores pró-fibróticos, angiogênicos e inflamatórios (local e sistêmica), além da quantificação de expressão de genes relacionados com a diferenciação de macrófagos nos fenótipos M1 e M2. Os resultados oriundos desse projeto de pesquisa podem embasar a utilização de biocurativos contendo células mesenquimais para o tratamento de úlceras cutâneas em pacientes diabéticos.