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Avaliação da suscetibilidade in vitro a fármacos alternativos em isolados clínicos e de cães de Leishmania spp

Processo: 20/01948-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Adriano Cappellazzo Coelho
Beneficiário:Bianca Alves Ferreira
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/21171-6 - Paromomicina no tratamento da Leishmaniose Tegumentar: investigação in vitro, in vivo e na identificação de marcadores moleculares associados à suscetibilidade e resistência, AP.JP
Assunto(s):Fármacos   Tratamento farmacológico   Eficácia (saúde pública)   Paromomicina   Miltefosina   Anfotericina B   Quimioterapia   Leishmaniose
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Anfotericina B | Leishmanioses | Miltefosina | Paromomicina | quimioterapia | Quimioterapia das leishmanioses

Resumo

A leishmaniose é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil, a leishmaniose tegumentar é causada principalmente por Leishmania (Viannia) braziliensis e L. (Leishmania) amazonensis, sendo a primeira a mais prevalente. A leishmaniose visceral é causada por L. (L.) infantum. Nos últimos anos, a leishmaniose tem apresentado um número crescente de casos, principalmente em regiões urbanas. O tratamento da leishmaniose no Brasil consiste basicamente no uso dos antimoniais pentavalentes, anfotericina B e pentamidina. Estes fármacos possuem uma resposta clínica altamente variável, além de serem fármacos considerados de alto custo, de administração por via parenteral, além de apresentarem vários efeitos colaterais. Devido a esses problemas relatados na quimioterapia da leishmaniose no Brasil, é necessário avaliar fármacos alternativos com melhor eficácia para o tratamento das leishmanioses. A anfotericina B vem sendo utilizada no Brasil em casos de não resposta ao tratamento com os antimoniais e em casos de coinfeção por HIV. A forma lipossomal da anfotericina B, administrada em dose única, tem sido considerada a droga recomendada juntamente com a miltefosina na quimioterapia da leishmaniose visceral na Índia, ambas com resultados bastante satisfatórios. A miltefosina é administrada por via oral, sendo altamente eficaz com taxas de cura maiores que 90% no tratamento da leishmaniose visceral no sudeste asiático causada por L. (L.) donovani. No Brasil, apenas dois estudos clínicos utilizando a miltefosina foram realizados. Estes estudos demostraram uma eficácia de cerca de 70% para infecções causadas por L. (V.) braziliensis e L. (V.) guyanensis em pacientes com leishmaniose cutânea, ambos com eficácia superior quando comparados com o tratamento utilizando o antimonial pentavalente. A paromomicina é um antibiótico aminoglicosídeo de amplo espectro que já foi demonstrado como um agente oral efetivo para um grande número de agentes infecciosos, desde bactérias a protozoários intestinais. Estudos clínicos recentes têm demonstrado alta eficácia da paromomicina no tratamento da leishmaniose visceral, com taxas de cura maiores que 90% quando administrada por via intramuscular no sudeste asiático. Neste projeto de Mestrado, propomos investigar a atividade da miltefosina e anfotericina B in vitro em espécies responsáveis pela leishmaniose tegumentar, assim como em isolados clínicos de pacientes com leishmaniose tegumentar. Serão avaliados 17 isolados clínicos previamente disponíveis no laboratório. Ainda será avaliada a suscetibilidade à paromomicina em isolados de cães do município de Embu-Guaçu (forma amastigota intracelular). Estes resultados fornecerão dados sobre as limitações do uso da anfotericina B na clínica e o potencial da miltefosina e da paromomicina como alternativa terapêutica para o tratamento das leishmanioses no Brasil. (AU)

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Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FERREIRA, BIANCA A.; MARTINS, THAYNAN F. C.; COSER, ELIZABETH M.; OLIVEIRA, VIVIANE DA L.; YAMASHIRO-KANASHIRO, EDITE H.; ROCHA, MUSSYA C.; PINTO, MARCELO M.; COTRIM, PAULO C.; COELHO, ADRIANO C.. Isolation, typing, and drug susceptibility of Leishmania (Leishmania) infantum isolates from dogs of the municipality of Embu das Artes, an endemic region for canine leishmaniasis in Brazil. Parasitology Research, v. 121, n. 9, p. 13-pg., . (11/04487-6, 18/03299-0, 20/01948-1)
COSER, ELIZABETH M.; FERREIRA, BIANCA A.; BRANCO, NILSON; YAMASHIRO-KANASHIRO, EDITE H.; LINDOSO, JOSE ANGELO L.; COELHO, ADRIANO C.. Activity of paromomycin against Leishmania amazonensis: Direct correlation between susceptibility in vitro and the treatment outcome in vivo. INTERNATIONAL JOURNAL FOR PARASITOLOGY-DRUGS AND DRUG RESISTANCE, v. 14, p. 91-98, . (16/21171-6, 20/01948-1, 18/03299-0)
COSER, ELIZABETH M.; FERREIRA, BIANCA A.; YAMASHIRO-KANASHIRO, EDITE H.; LINDOSO, JOSE ANGELO L.; COELHO, ADRIANO C.. Susceptibility to paromomycin in clinical isolates and reference strains of Leishmania species responsible for tegumentary leishmaniasis in Brazil. Acta Tropica, v. 215, . (16/21171-6, 18/03299-0, 20/01948-1)
FERREIRA, BIANCA A.; COSER, ELIZABETH M.; SABORITO, CRISTIELE; YAMASHIRO-KANASHIRO, EDITE H.; COELHO, ADRIANO C.; LINDOSE, JOSE ANGELO L.. In vitro miltefosine and amphotericin B susceptibility of strains and clinical isolates of Leishmania species endemic in Brazil that cause tegumentary leishmaniasis. Experimental Parasitology, v. 246, p. 7-pg., . (19/02717-6, 16/21171-6, 20/01948-1, 19/22175-3)
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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