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Avaliação da suscetibilidade in vitro a fármacos alternativos em isolados clínicos e de cães de Leishmania spp

Processo: 20/01948-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Adriano Cappellazzo Coelho
Beneficiário:Bianca Alves Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/21171-6 - Paromomicina no tratamento da Leishmaniose Tegumentar: investigação in vitro, in vivo e na identificação de marcadores moleculares associados à suscetibilidade e resistência, AP.JP
Assunto(s):Fármacos   Tratamento farmacológico   Eficácia (saúde pública)   Paromomicina   Miltefosina   Anfotericina B   Quimioterapia   Leishmaniose

Resumo

A leishmaniose é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil, a leishmaniose tegumentar é causada principalmente por Leishmania (Viannia) braziliensis e L. (Leishmania) amazonensis, sendo a primeira a mais prevalente. A leishmaniose visceral é causada por L. (L.) infantum. Nos últimos anos, a leishmaniose tem apresentado um número crescente de casos, principalmente em regiões urbanas. O tratamento da leishmaniose no Brasil consiste basicamente no uso dos antimoniais pentavalentes, anfotericina B e pentamidina. Estes fármacos possuem uma resposta clínica altamente variável, além de serem fármacos considerados de alto custo, de administração por via parenteral, além de apresentarem vários efeitos colaterais. Devido a esses problemas relatados na quimioterapia da leishmaniose no Brasil, é necessário avaliar fármacos alternativos com melhor eficácia para o tratamento das leishmanioses. A anfotericina B vem sendo utilizada no Brasil em casos de não resposta ao tratamento com os antimoniais e em casos de coinfeção por HIV. A forma lipossomal da anfotericina B, administrada em dose única, tem sido considerada a droga recomendada juntamente com a miltefosina na quimioterapia da leishmaniose visceral na Índia, ambas com resultados bastante satisfatórios. A miltefosina é administrada por via oral, sendo altamente eficaz com taxas de cura maiores que 90% no tratamento da leishmaniose visceral no sudeste asiático causada por L. (L.) donovani. No Brasil, apenas dois estudos clínicos utilizando a miltefosina foram realizados. Estes estudos demostraram uma eficácia de cerca de 70% para infecções causadas por L. (V.) braziliensis e L. (V.) guyanensis em pacientes com leishmaniose cutânea, ambos com eficácia superior quando comparados com o tratamento utilizando o antimonial pentavalente. A paromomicina é um antibiótico aminoglicosídeo de amplo espectro que já foi demonstrado como um agente oral efetivo para um grande número de agentes infecciosos, desde bactérias a protozoários intestinais. Estudos clínicos recentes têm demonstrado alta eficácia da paromomicina no tratamento da leishmaniose visceral, com taxas de cura maiores que 90% quando administrada por via intramuscular no sudeste asiático. Neste projeto de Mestrado, propomos investigar a atividade da miltefosina e anfotericina B in vitro em espécies responsáveis pela leishmaniose tegumentar, assim como em isolados clínicos de pacientes com leishmaniose tegumentar. Serão avaliados 17 isolados clínicos previamente disponíveis no laboratório. Ainda será avaliada a suscetibilidade à paromomicina em isolados de cães do município de Embu-Guaçu (forma amastigota intracelular). Estes resultados fornecerão dados sobre as limitações do uso da anfotericina B na clínica e o potencial da miltefosina e da paromomicina como alternativa terapêutica para o tratamento das leishmanioses no Brasil. (AU)