Busca avançada
Ano de início
Entree

Diapirismo tardio em plútons graníticos? Um estudo de caso na Faixa Araçuaí

Processo: 19/24275-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geofísica
Pesquisador responsável:Ricardo Ivan Ferreira da Trindade
Beneficiário:Gelson Ferreira de Souza Junior
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/06114-6 - O Sistema Terra e a evolução da vida durante o Neoproterozoico, AP.TEM
Assunto(s):Geologia   Magnetismo   Gravimetria   Rochas   Geotectônica

Resumo

Plútons classicamente reconhecidos como pós-tectônicos são erroneamente associados a corpos livres de quaisquer deformações e por consequência tratados como rochas de fábrica isotrópicas e maciças. Existem inúmeros mecanismos que são capazes de deformar tais rochas sem envolver esforços tectônicos, como o peso do próprio corpo intrusivo que em determinadas circunstâncias podem ocasionar movimentação e consequentemente deformação, fica impressa tanto no plúton quanto em sua encaixante. Tal aspecto não descaracteriza a classificação de pós-tectônico, mas põe em xeque a terminologia "indeformada", que geralmente está atrelada a mesma. Uma rocha deformada deve apresentar em sua fábrica mineralógica uma direção preferencial, por mais sutil que seja. Neste quesito, a anisotropia magnética tem se tornado, cada vez mais, uma metodologia fundamental na determinação de petrotrama de rochas ígneas pela sua extrema sensibilidade, dessa forma possibilitando a determinação dos eixos de deformação (x, y e z), por serem análogos aos eixos obtidos com a anisotropia de susceptibilidade magnética - ASM (k1, k2 e k3, respectivamente). Dado tais parâmetros sabe-se que, estruturalmente, o plano que contempla os eixos x e z, dados respectivamente pela máxima e mínima deformação, é a seção ideal para análises cinemáticas, principalmente utilizando dados de difração de elétrons retroespalhados (EBSD-MEV). Por outro lado, a modelagem gravimétrica pode, dentro de certos limites, fornecer insights sobre a configuração e profundidade do corpo estudado e dessa forma corroborar com as interpretações dos outros métodos citados. Então, o objetivo do presente trabalho é gerar um modelo de colocação para o Complexo Intrusivo Santa Angélica que seja capaz de explicar as causas da deformação desse plúton, amplamente reconhecido como uma intrusão pós-colisional. (AU)