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Variabilidade da frequência cardíaca no prognóstico da Doença de Chagas

Processo: 19/21566-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 29 de junho de 2020
Vigência (Término): 28 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:José Antonio Marin-Neto
Beneficiário:Luiz Eduardo Virgilio da Silva
Supervisor no Exterior: Chung-Kang Peng
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Harvard University, Boston, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/21212-0 - Predição da evolução da Doença de Chagas por meio da variabilidade da frequência cardíaca, BP.PD
Assunto(s):Cardiologia   Doença de Chagas   Cardiomiopatia chagásica   Variabilidade da frequência cardíaca   Disautonomias primárias

Resumo

Um dos principais desafios associados à doença de Chagas (DC) é a identificação dos fatores que levam os indivíduos com a forma indeterminada da doença a evoluírem para as formas cardíaca ou digestiva. Considerando as evidências de que uma disautonomia está envolvida nos mecanismos patogenéticos da DC, mesmo na forma indeterminada da doença, acreditamos que os índices de variabilidade da frequência cardíaca (VFC), que contêm informações sobre a modulação autonômica do coração, possam representar uma fonte de informação importante para identificar a indivíduos com maior probabilidade de desenvolver as formas clínicas da DC, em especial a cardiomiopatia crônica. Além disso, os índices de VFC também podem representar uma ferramenta útil para compor um novo escore independente de risco de morte em pacientes que já cursam com a forma cardíaca da DC. Assim, no presente estudo, objetivamos identificar os índices de VFC mais relevantes para caracterizar o comprometimento autonômico cardíaco que possa predizer a progressão da DC. Duas estratégias serão adotadas: 1) um conjunto de índices avançados de VFC será implementado e avaliado em pacientes com DC. Esses índices podem ser divididos em cinco famílias de medidas, a saber: I) aqueles derivados da teoria do caos e dos fractais; II) entropias; III) dinâmica simbólica; IV) testes de não linearidade; V) dinâmica de arritmias; 2) novos métodos de VFC serão propostos e implementados, com foco especial na criação de índices capazes de extrair informações de arritmias, uma condição bastante prevalente na DC. Duzentos pacientes infectados cronicamente pelo T. cruzi estão sendo recrutados no Hospital Universitário da Faculdade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, com as diferentes formas da DC (indeterminada, digestiva, cardíaca ou mista). O eletrocardiograma será coletado de cada paciente por 15 minutos e séries de VFC serão criadas. Em seguida, os índices de VFC serão extraídos das séries e correlacionados com as informações clínicas dos pacientes, obtidas por exames como ecocardiograma, ECG de 12 derivações, radiografia de tórax e monitoração de Holter por 24 horas. (AU)