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O papel da succinato desidrogenase (SDH) na tolerância à hipóxia do rato-pelado (Heterocephalus glaber)

Processo: 19/26391-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Aníbal Eugênio Vercesi
Beneficiário:Marina Rincon Sartori
Supervisor no Exterior: Matthew Pamenter
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Ottawa (uOttawa), Canadá  
Vinculado à bolsa:17/05487-6 - Funções mitocondriais e marcadores moleculares associados ao envelhecimento em uma espécie longeva, a tartaruga terrestre Chelonoidis carbonaria (Jabuti piranga), BP.PD
Assunto(s):Succinato desidrogenase   Transporte de elétrons   Mitocôndrias   Anóxia   Permeabilidade da membrana celular

Resumo

Succinato desidrogenase (SDH), também conhecida como complexo II da cadeia respiratória mitocondrial, realiza diversas funções além da transferência de elétrons. Uma dessas funções é a sua participação no pré-condicionamento isquêmico, já que a SDH está envolvida no acúmulo de succinato que ocorre durante a isquemia-reperfusão (IR). O processo de IR gera dano e inflamação do tecido, desencadeado pela geração de ROS e pela abertura do poro de transição de permeabilidade mitocondrial (mPTP) durante a reoxigenação. O acúmulo de succinato tem sido relacionado com a geração de ROS durante a IR, no entanto, seu papel no dano isquêmico é ainda debatido. Em contraste à maioria dos mamíferos, uma espécie tolerante à hipóxia, o rato pelado (Heterocephalus glaber), sobrevive a longos períodos de hipóxia sem efeitos deletérios aparentes. Apesar de poucos estudos, evidências sugerem que espécies tolerantes à hipóxia apresentam menores níveis de acúmulo de succinato e um metabolismo de succinato modificado como adaptações para lidar com seus ambientes hipóxicos. De forma a entender alguns dos mecanismos de tolerância à hipóxia, nossa proposta é a de investigar a bioenergética dependente de succinato de ratos-pelados. Especificamente, nosso objetivo é comparar as taxas de respiração mitocondrial, geração de ROS, susceptibilidade ao mPTP e dinâmica mitocondrial em condições de normóxia, hipóxia e hipóxia-reoxigenação. As adaptações dos ratos-pelados podem vir a oferecer valiosos conhecimentos direcionados para o tratamento de patologias relacionadas ao estresse causado por hipóxia, como derrames e ataques do coração. (AU)