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Efeitos da amamentação cruzada em ratos hipertensos e normotensos: avaliação da deposição de colágeno no coração

Processo: 19/19125-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Luciana Venturini Rossoni
Beneficiário:Mariana Moreira Felix de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia cardiovascular   Hipertensão   Frequência cardíaca   Remodelação ventricular   Colágeno   Modelos animais de doenças

Resumo

Hipertensão arterial (HA) é uma doença caracterizada pelo aumento crônico dos valores da pressão arterial (PA), sistólica e/ou diastólica, sendo grande fator de risco para outras doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Ela tornou-se uma das grandes preocupações da saúde pública na atualidade, devido sua alta morbimortalidade. Vários fatores de risco para a HA já foram descobertos, como: sobrepeso e obesidade, inatividade física, má-alimentação, componentes genéticos, além dos ambientes materno-fetal e pós-natal, como a composição do leite materno. Por sua vez, a influência do leite materno na prole é avaliada por uma técnica denominada amamentação cruzada, na qual, no caso da HA, ninhadas de ratos normotensos (Wistar) e hipertensos (ratos espontaneamente hipertensos, SHR) são retro-amamentados (cross-fostering). Alguns estudos, incluindo resultados preliminares do nosso grupo, já demonstraram que SHR amamentados por mães normotensas apresentam retardo e/ou redução dos valores de pressão arterial (PA) quando comparados com àqueles observados em SHRs amamentados por suas mães biológicas hipertensas, sem alteração nos valores de frequência cardíaca. Enquanto, ratos normotensos amamentados em mães hipertensas não apresentam alteração nos valores de PA, porém apresentam taquicardia. Sabe-se que a sobrecarga crônica de PA (pós-carga), assim como a ativação do sistema nervoso simpático podem causar uma resposta adaptativa no coração, na qual ocorrem ajustes estruturais e moleculares, conhecida como remodelamento cardíaco. Nossos resultados preliminares demonstraram que a amamentação cruzada não foi capaz de modificar a hipertrofia do cardiomiócito, tanto do ventrículo esquerdo quanto do direito, observada em SHR, mas induziu a mesma em ratos Wistar. Sabe-se que no processo hipertensivo além da hipertrofia do cardiomiócito, se observa aumento da deposição de colágeno, a qual contribui para a rigidez ventricular, passo importante para uma futura disfunção diastólica do coração. Dentro desse contexto, o presente projeto pretende avaliar a deposição de colágeno nas cavidades ventriculares e potenciais vias de sinalização celular envolvidas nesse processo em ratos SHR e Wistar que sofreram amamentação cruzada. (AU)

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