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Estudo da atividade de células citotóxicas em portadores de esclerose múltipla secundária progressiva: importância para o diagnóstico e prognóstico

Processo: 19/25788-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alessandro dos Santos Farias
Beneficiário:Sophia Nora Baptista
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Esclerose múltipla   Encefalomielite autoimune experimental   Autoimunidade   Citotoxicidade   Linfócitos B   Prognóstico   Processos patológicos

Resumo

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença de caráter autoimune inflamatório do sistema nervoso central. Na EM, descreve-se uma resposta imune primordialmente celular, com a participação de linfócitos Th1 e Th17, embora seja conhecida, por exemplo, a presença de anticorpos anti-MOG e anti-MBP no contexto da doença. Estudos recentes têm demonstrado a presença de nichos ectópicos de linfócitos B nas meninges dos pacientes com EM, bem como no modelo da Encefalomielite Autoimune Experimental (EAE). Também, o aumento nas populações de linfócitos T CD4+, T CD8+ e linfócitos B no líquido cefalorraquidiano de portadores de Esclerose Múltipla, sugere o envolvimento destas células em processos patológicos ainda não inteiramente compreendidos. O diagnóstico, assim como o prognóstico da EM, é bastante complexo. Muitas condições podem mimetizar aspectos clínicos, laboratoriais e radiológicos da EM. Recentemente, nós demonstramos em nosso laboratório a atividade citotóxica de linfócitos durante a evolução clínica da EAE e no sangue periférico de pacientes com a forma clínica surto-remissão da EM. A produção de granzimas por populações não clássicas, como por linfócitos T CD4+ e B, tem sido descrita em várias doenças humanas e modelos experimentais. Desta forma, é nosso objetivo nesta proposta investigar as subpopulações de linfócitos T CD4+, T CD8+, e B, para a produção de granzimas, e qual sua relevância para o diagnóstico diferencial da forma secundária progressiva da EM. A correlação de marcadores séricos específicos com os parâmetros clínicos dos pacientes pode ser importante na compreensão do diagnóstico/progressão da forma clínica EMSP. Ainda, a compreensão da biologia destes marcadores pode fornecer, no futuro, novos alvos terapêuticos para o controle da EM. (AU)