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O canteiro de obras da habitação autoconstruída em São Paulo atual

Processo: 19/07801-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional - Serviços Urbanos e Regionais
Pesquisador responsável:Caio Santo Amore de Carvalho
Beneficiário:Gabriel Enrique Higo Mafra Cabral
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/13365-3 - CoPOlis - co-produção social da cidade e ciência cidadã. Uma perspectiva comparada sobre classe trabalhadora e bairros precários na França e no Brasil, AP.TEM
Assunto(s):Habitação   Assentamento urbano   Canteiro de obras   Autoconstrução   Planejamento habitacional   São Paulo

Resumo

A autoconstrução da habitação urbana se estruturou como uma forma de produção habitacional, nos termos de Jaramillo (1982), que representou historicamente uma alternativa concreta e acessível para as populações de baixa renda das cidades brasileiras, dentre as quais se destaca São Paulo, pólo econômico nacional. Esta forma de produção ainda ocupa papel importante na produção social do espaço urbano de São Paulo, mas se apresenta em condições distintas daquelas encontradas pelos trabalhos que serviram de ponto de partida para a pesquisa. Podemos citar: 1) a sua ocorrência crescente sob a forma de verticalização, expansão e reforma como consequência da Lei 6766/79, que diminuiu drasticamente o número de lançamentos de loteamentos populares; 2) a mudança de um contexto no qual grande parte dos autoconstrutores se encontravam em empregos industriais para um de trabalhos altamente precarizados no setor de serviços; 3) a presença frequente de materiais pré-montados que retiram etapas da construção do canteiro de obras, o que se relaciona por sua vez com a existência de um forte elo entre autoconstrutores e lojas locais de material de construção.Desta maneira, pretende-se contribuir para a atualização do debate através da análise do canteiro de obras das habitações autoconstruídas em assentamentos precários na São Paulo atual, ou seja, seu espaço de produção, por excelência. Para tanto, cinco objetivos específicos devem ser atingidos: 1) compreender quem são os agentes envolvidos na autoconstrução; 2) identificar as atividades desenvolvidas no canteiro de obras; 3) analisar o papel que os elementos pré-montados e pré-fabricados cumprem na produção da moradia; 4) atrelar a discussão sobre a autoconstrução também à questão dos regimes de trabalho e formas de contratação ou cooperação; e, por fim, 5) buscar entender como os agentes autoconstrutores lidam com a coexistência entre canteiro de obras e moradia em caso de processos autoconstrutivos de expansão, verticalização ou reforma.A pesquisa se estruturá através de dois eixos de trabalho que se alimentarão dialogicamente, de modo a construir conjuntamente a compreensão sobre o objeto da pesquisa. O primeiro eixo, teórico, consiste na pesquisa bibliográfica e no trabalho com dados secundários, muitos dos quais já foram levantados durante pesquisa de Trabalho Final de Graduação. Estes serão então refinados e cruzados com outras informações para que sejam usados como instrumentos de identificação de assentamentos com intensa produção por autoconstrução, norteando assim as primeiras visitas (exploratórias). O segundo eixo, que consiste no trabalho de campo, será então determinado pela escolha de pelo menos dois assentamentos de caráter distinto: um de ocupação mais recente, com processos de "autoconstrução pioneira", e outro mais consolidado, com caráter já de adensamento. Este trabalho de campo, por sua vez, se dará por meio de conversas e entrevistas semiestruturadas, bem como de representações gráficas dos canteiros estudados (desenhos, fotografias, diagramas). (AU)