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Fisiopatologia da hipotensão ortostática neurogênica em pacientes com atrofia sistêmica múltipla: um estudo com Ressonância Magnética funcional (RMf)

Processo: 19/23491-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de julho de 2021
Vigência (Término): 19 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Hugo Celso Dutra de Souza
Beneficiário:Hugo Celso Dutra de Souza
Anfitrião: Jens Tank
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa: German Aerospace Center, Alemanha  
Assunto(s):Atrofia   Hipotensão ortostática   Núcleo hipotalâmico paraventricular   Sistema nervoso autônomo   Vasopressinas   Fisiologia cardiovascular

Resumo

A atrofia sistêmica múltipla (ASM) é uma doença rara, com evolução rápida e fatal, que afeta o sistema nervoso central sob diferentes aspectos. Caracteriza-se por ser uma a-sinucleinopatia com particularidades de parkinsonismo ou disfunção cerebelar e piramidal, ocorrendo em diferentes combinações. No entanto, um dos principais sintomas é a disfunção autonômica que é responsável pela hipotensão ortostática neurogênica, de mecanismo ainda não definido, mas presente na maioria dos casos. Uma das possíveis hipóteses apontadas como causa da disfunção autonômica é a existência de alterações em núcleos centrais de controle cardiovascular, principalmente hipotalâmicos. Objetivo: Investigar em pacientes com ASM, a participação dos núcleos neurais centrais de controle autonômico cardiovascular na gênese da hipotensão ortostática neurogênica, com ênfase no núcleo paraventricular (PVN), assim como avaliar o papel da vasopressina nessa condição. Métodos: 30 pacientes voluntários com ASM e 30 voluntários sem história de desordem neurológica ou hipotensão postural, pareados por idade (>18 anos) e sexo, serão recrutados junto ao Hospital Universitário de Colônia/DE e Escola de Medicina de Hannover/DE. Todos os grupos serão submetidos aos seguintes procedimentos experimentais; ativação do núcleo paraventricular (PVN) do hipotálamo - induzida por uma condição de pressão negativa (0, -10, -30 mmHg) na parte inferior do corpo (LBNP - lower-body negative pressure) e medida por meio do exame de imagens da ressonância magnética funcional (RMf); dosagens plasmáticas de vasopressina; e avaliação do controle autonômico cardiovascular por meio da análise da sensibilidade barorreflexa e da variabilidade da frequência cardíaca e da pressão arterial, antes e após a LBNP e manobras de ativação autonômica cardiovascular, como a mudança postural ativa (posição supina para ortostática). (AU)